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Região 17 de dezembro de 2013

Castelo Branco: Professores da INETESE sem salários desde setembro

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Os 30 professores do polo de Castelo Branco do INETESE – Instituto de Educação Técnica de Seguros estão sem receber salários desde setembro e a escola não recebe verbas do Estado há mais de seis meses, disse fonte da instituição.

Os 30 professores do polo de Castelo Branco do INETESE – Instituto de Educação Técnica de Seguros estão sem receber salários desde setembro e a escola não recebe verbas do Estado há mais de seis meses, disse fonte da instituição.

"Estamos numa dificuldade financeira total, porque não entraram quaisquer verbas nos últimos seis meses", disse hoje à agência Lusa o diretor pedagógico do Inetese.

Augusto Pascoal culpou o "imbróglio burocrático" causado pelo atraso nas candidaturas ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH), responsável pelo financiamento.

A escola profissional ainda não pagou salários desde o início do ano letivo aos 30 professores que integram o polo de Castelo Branco.

"O que se passou é que as candidaturas normalmente decorrem em março ou abril. Este ano, aconteceram mais tarde e não foram analisadas atempadamente as candidaturas pedagógicas", situação que implicou o arrastamento sistemático das candidaturas financeiras.

Augusto Pascoal disse que a situação é insustentável e acusou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de "incompetência, insensatez e falta de sensibilidade".

"Neste momento, procuramos, com o pouco que há, pagar a segurança social, o IRS, IRC, as rendas e os compromissos bancários assumidos", referiu o responsável.

Isto porque caso a escola entre em incumprimento com o Estado fica impedida de se candidatar a quaisquer financiamentos.

"Se não pagarmos à segurança social e às finanças não recebemos nada. Temos que ter as contas em dia", disse.

Augusto Pascoal referiu ainda que apesar do pagamento dos salários estar em atraso "foi-lhes pedida [professores] compreensão e eles têm sido fantásticos".

O Inetese viu-se obrigado a recorrer a uma conta caucionada para fazer face aos compromissos mais urgentes.

Em situação financeira mais estável está a outra escola profissional de Castelo Branco.

A diretora pedagógica da Etepa – Escola Tecnológica e Profissional Albicastrense confirmou à Lusa que também não recebeu quaisquer verbas do POPH desde o início do ano letivo.

Olga Preto referiu que a escola profissional que dirige "tem uma situação financeira estável, apesar de não receber nada desde setembro".

"Não devemos um tostão a ninguém", disse.

A responsável da Etepa disse ainda que até ao final do ano civil "está tudo assegurado" ao nível do financiamento.

À Lusa, fonte oficial do MEC disse hoje que no âmbito do financiamento assegurado pelo POPH o primeiro adiantamento de verbas para o ano letivo 2013/2014 "já foi validado".

A ordem de transferência "foi dada na semana passada, devendo ser recebido pelas escolas no decurso da corrente semana", referiu.

Quanto aos saldos do ano letivo 2012-2013, a mesma fonte garantiu que os pagamentos "estão a decorrer com normalidade, dependendo os mesmos apenas da apresentação pelas entidades dos respetivos pedidos".

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