Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara da Covilhã aprovou, por maioria, o Plano e Orçamento para 2014 com o valor de 42,9 milhões de euros, menos seis milhões de euros relativamente a 2013.
A Câmara da Covilhã aprovou, por maioria, o Plano e Orçamento para 2014 com o valor de 42,9 milhões de euros, menos seis milhões de euros relativamente a 2013.
No final da reunião privada do executivo, realizada na noite de quarta-feira e na qual o orçamento foi aprovado, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira (PS), explicou que o decréscimo "visa harmonizar o documento com a realidade vivida no município, no concelho e no país".
"As linhas que presidiram à elaboração deste orçamento foram as do rigor e da racionalização da despesa", afirmou.
Vítor Pereira referiu que não foram colocadas no plano "receitas que não se vão receber" ou "obras que não se vão realizar", daí que classifique o mesmo como "realista e rigoroso".
O autarca garantiu que os cortes são "pontuais" e acrescentou que a contenção prevista será obtida através da "racionalização".
"Vai fazer-se mais com menos dinheiro", afirmou, assumindo a intenção de conseguir "uma taxa de execução muito elevada".
O presidente do município covilhanense ressalvou também a ideia de que este é o "orçamento das freguesias", já que todas estão contempladas no documento.
"Pela primeira vez temos um orçamento que cobre a totalidade das localidades do concelho, designadamente aquelas que foram agregadas no âmbito da Reforma Administrativa", declarou.
O Plano e Orçamento para 2014 foi aprovado com quatro votos a favor, três do PS e um do vereador Nelson Silva, que foi eleito pelo Movimento Acreditar Covilhã (MAC), o qual lhe retirou a confiança política.
No final da reunião, o vereador remeteu para "tempo oportuno" eventuais considerações sobre esse facto, mas referiu que votou "em consciência".
O outro vereador do MAC, Pedro Farromba, absteve-se. Na declaração aos jornalistas, referiu que o documento "não reflete os dias difíceis" que se vivem e que "tem em pouca conta as necessidades da ação social e dos mais idosos".
Igual sentido de voto por parte do vereador do PSD, Joaquim Matias, que, ainda assim, apresentou várias críticas ao documento.
"Abstive-me porque quero dar sinal de boa vontade ao executivo e porque quero ajudar a desenvolver o concelho. Espero não vir a arrepender-me desta posição" disse.
Pela CDU, José Pinto, votou contra: "Estamos perante um documento que, em abono da verdade, nada beneficia o interesse daqueles que nos elegeram e em nada enaltecesse aquilo que seria suposto para um PS que se comprometeu a dar uma pedrada no charco", justificou.
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