Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila, disse hoje em Castelo Branco ser prematuro fazer qualquer tipo de comentário sobre relatórios preliminares, numa alusão a dados divulgados este fim de semana sobre a morte de bombeiros.
O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila, disse hoje em Castelo Branco ser prematuro fazer qualquer tipo de comentário sobre relatórios preliminares, numa alusão a dados divulgados este fim de semana sobre a morte de bombeiros.
Alguns órgãos de comunicação social divulgaram este fim de semana dados preliminares de um inquérito aos fogos pedido pelo Governo, segundo os quais os bombeiros negligenciaram a forma de atuação, ao violarem regras de segurança em sete dos oito casos mortais nos incêndios ocorridos no verão.
"É importante sublinhar que aquilo que está em cima da mesa é apenas um relatório preliminar", afirmou à agência Lusa, durante uma visita à Base de Apoio Logístico (BAL) de Castelo Branco, onde está a decorrer uma formação de condução defensiva com veículos de emergência para bombeiros.
O secretário de Estado disse que tratar-se "de um relatório independente, que é um contributo para a análise e reflexão que a própria Autoridade Nacional da Proteção Civil está a fazer, a par de um outro relatório que foi elaborado por outra entidade independente".
"Em função de todos esses contributos, a Autoridade apresentará à tutela um conjunto de recomendações e de ações a tomar para introduzir melhorias", disse.
"Trata se de uma análise preliminar feita pelo professor Xavier Viegas. Ele já disse que conta entregar o relatório definitivo em breve. Neste momento, é prematuro fazer qualquer tipo de comentário sobre uma matéria tão complexa como esta e com as consequências que qualquer comentário despropositado possa ter. Quero sublinhar, tal como o ministro já o fez, que não se pretende fazer nenhuma caça às bruxas".
O secretário de Estado referiu que o curso que está a decorrer da BAL de Castelo Branco "é uma iniciativa muito importante, que decorre numa infraestrutura única do país que interessa potenciar".
"Sempre dissemos que é preciso apostar na descentralização da formação e com isso apostar na formação para os bombeiros, dirigida para muitos dos problemas que estão identificados e que passam pela existência de acidentes em condução de viaturas de emergência e de combate a fogos florestais", referiu.
O curso de condução defensiva em curso da BAL de Castelo Branco inclui um dia de formação teórica e outro dia de formação prática. Este é o terceiro curso que está a ser ministrado e até maio cerca de 1.020 bombeiros vão receber este tipo de formação que visa dar resposta a uma das preocupações dos bombeiros portugueses, a elevada sinistralidade registada em veículos de emergência.
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