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Região 11 de dezembro de 2013

Covilhã: Movimento independente retira confiança política ao vereador Nelson Silva

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Movimento Acreditar Covilhã (MAC) retirou a confiança política a um dos dois vereadores que elegeu para autarquia covilhanense, depois de este ter viabilizado propostas do executivo socialista, anunciou em comunicado aquele movimento.

O Movimento Acreditar Covilhã (MAC) retirou a confiança política a um dos dois vereadores que elegeu para autarquia covilhanense, depois de este ter viabilizado propostas do executivo socialista, anunciou em comunicado aquele movimento.

O mesmo comunicado explica que o vereador Nelson Silva (número dois da lista apresentada por este movimento independente) votou a favor e “em total discordância com as indicações do MAC” a delegação de competências ao presidente, a contratualização de avenças e a nova localização do Espaço das Idades.

No documento, ressalva-se ainda que o vereador já tinha chumbado estas propostas por duas vezes.

A mudança do sentido de voto foi, de acordo com o comunicado, justificada pelo vereador com o facto de este entender que “deve ser respeitada a escolha da população do concelho, que decidiu dar uma maior importância à discussão das matérias relevantes no órgão executivo do município, assumindo assim uma maior relevância o diálogo, o rigor e a transparência da gestão pública”.

Após reunião realizada na terça-feira à noite, os elementos do MAC não aceitaram a argumentação e exigiram a Nelson Silva que entregasse o lugar de vereador ao MAC, o que foi recusado.

“Assim foi tomada, por unanimidade, a decisão de retirar a confiança política”, é referido.

O movimento independente liderado por Pedro Farromba, que foi vice-presidente do executivo liderado por Carlos Pinto, sublinha que a posição do vereador é entendida como uma “ traição a todos os que se revêm neste movimento”.

No entender do MAC, o vereador teve como objetivo “não só satisfazer os interesses partidários” relacionados com as próximas eleições da concelhia do PS, bem como “assuntos de relevante interesse pessoal, os quais se prendem, nomeadamente, com a recente promoção de um seu familiar, funcionário do município”.

“Este tipo de gincana política e de hibridismo intelectual não se coaduna com os valores que o MAC sempre defendeu”, refere o comunicado.

O movimento explica ainda que considera que a “delegação de competências e a contratualização de avenças dão a este executivo total carta-branca para governar como se de uma maioria absoluta se tratasse, pois, como resultado da votação, o executivo passa a tratar estas matérias como bem entender, por deixar de estar obrigado a discuti-las em sede de reunião de Câmara”.

Na Covilhã, as eleições de 29 de setembro deram a vitória a Vítor Pereira, do PS, que elegeu três vereadores. O MAC elegeu dois vereadores, o PSD garantiu um mandato e o PCP obteve outro.

Até ao momento, não foi anunciada nenhuma coligação.

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