Por: Diario Digital Castelo Branco
O encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Idanha-a-Nova foi uma preocupação fortemente evidenciada por Paulo Lopes da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo por ocasião da conferência de imprensa que decorreu na semana passada.
O encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Idanha-a-Nova foi uma preocupação fortemente evidenciada por Paulo Lopes da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo por ocasião da conferência de imprensa que decorreu na semana passada.
É uma possibilidade a que nos opomos por considerarmos completamente inaceitável. É um ataque às populações da União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo. É uma medida que nem a atual situação financeira do país poderá fundamentar.
Significará um forte revés nas condições de vida das populações que representamos e servimos. Penalizará uma região que, infelizmente, já sofre das vulnerabilidades inerentes aos territórios de baixa intensidade. Agravará de forma determinante a desertificação do território e limitará o seu potencial de desenvolvimento futuro.
É necessário que os nossos governantes entendam toda a gravidade e alcance do eventual fecho do SAP de Idanha-a-Nova. As consequências serão sociais e económicas. E as populações de Monfortinho e Salvaterra do Extremo serão, no concelho de Idanha-a-Nova, provavelmente as mais afetadas.
Implicação imediata do encerramento do SAP será a necessidade de, por exemplo, um habitante das Termas de Monfortinho percorrer 125km até ao Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco. Ainda que necessitado de cuidados de saúde urgentes, esse cidadão terá de percorrer uma distância imensa para ter acesso a cuidados básicos.
Outra implicação será o aumento do número de residentes de Monfortinho e Salvaterra do Extremo que optam por recorrer a serviços de saúde em Espanha. Temos conhecimento que habitantes destas freguesias adquirem o Cartão Europeu de Seguro de Doença, que lhes garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público (ou seja, um médico, uma farmácia, um hospital ou um centro de saúde) que os espanhóis têm direito. É uma realidade que, já por si, evidencia lacunas no Serviço Nacional de Saúde.
Presente na conferência de imprensa e preocupado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal, Armindo Jacinto, referiu que o “encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Idanha-a-Nova, a somar ao possível encerramento das Finanças e de outros serviços públicos “ contribuem para o despovoamento e desertificação desta região e não ajudam à captação de investimento e à criação de riqueza e emprego no concelho”. “
Considera ainda que estas medidas tomadas pelo Estado, baseadas em estatísticas e números, não se regem pelo princípio da igualdade, retirando qualidade de vida e penalizando os idanhenses em relação aos habitantes de outras cidades ou concelhos do país”. “Esta preocupação estende-se a outros municípios da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que pretende desenvolver estratégias de atuação comuns, em defesa das melhores condições de vida para a região”, acrescentou Armindo Jacinto.
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