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Europa 4 de março de 2011

UE: Jorge Sampaio defende criação de plano de apoio à democratização das sociedades árabes

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio defende que a União Europeia devia “investir maciçamente num plano de apoio à democratização das sociedades árabes”, considerando que está a haver uma “relativa ausência” europeia nas recentes mudanças no mundo árabe.

Durante um jantar conferência que decorreu na quinta-feira no Porto – organizado pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial (APGEI) e sobre o tema “Portugal e Europa: Algumas Incertezas e Desafios” – Jorge Sampaio sublinhou que “o caso recente das mudanças no mundo árabe e a relativa ausência da União Europeia como parceiro ativo, no quadro nomeadamente da União para o Mediterrâneo, dá que pensar”.

“Sobretudo se atendermos a que se trata de uma região vizinha da Europa e de parceiros geopolíticos estratégicos vitais para nós, europeus”, acrescentou.

Para o alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações, “é tempo de investir maciçamente numa espécie de plano de apoio à democratização das sociedades árabes indo ao encontro das aspirações tão claramente expressas pelas suas populações”.

“Portugal tem um capital importante e goza de grande credibilidade junto dos seus parceiros árabes. Seria altura de aprofundar a nossa cooperação com esta região do mundo e de estimular iniciativas europeias de típico 'soft power'”, defendeu.

À margem do jantar, o ex-Presidente da República disse aos jornalistas estar a acompanhar a situação da Líbia com muita atenção.

“A Líbia é a situação mais grave e a mais dramática, mas tudo o que se está a passar nos países do Sul do Mediterrâneo é extremamente significativo quanto à maneira como as coisas se estão a desenvolver”, explicou.

Jorge Sampaio afirmou que “estão processos em curso, com ritmos diferentes de país para país”, esperando que a situação na Líbia “possa pelo menos ter uma paz que propicie um processo de transição como deve ser”.

“É uma questão bem grave na sociedade internacional, porventura com crimes contra a humanidade, e tudo isso são pontos que colocam a sociedade internacional e as suas instituições numa situação muito difícil e muito exigente”, alertou.

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