Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“A Comissão vai continuar a apoiar a Irlanda e o seu próximo governo na aplicação do programa” de saneamento das contas públicas, “que é essencial para a economia irlandesa”, indicou o seu porta-voz para as questões económicas, Amadeu Altafaj.
Dublin comprometeu-se a aplicar um programa de rigor em troca de empréstimos de 85 mil milhões de euros concedidos pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.
O país deve reduzir até 2015 o seu défice público abaixo do limite autorizado de 3% do PIB.
O porta-voz não quis reagir imediatamente às declarações de Enda Kenny, que deverá tornar-se Primeiro-ministro após as eleições legislativas irlandesas, realizadas sexta-feira.
Este último declarou sábado que pretende renegociar o plano de salvamento internacional da ilha “na próxima semana”, exigindo uma revisão da taxa de juro “punitiva” que os irlandeses têm de pagar pelos empréstimos.
A taxa de juro dos empréstimos é de cerca de 5,8% em média.
Kenny pretende reunir-se na próxima semana com vários dirigentes europeus, durante uma reunião prevista para 04 de Março em Helsínquia dos chefes de Estado e de governo de centro-direita e da direita europeia, consagrada a avaliar a situação na zona euro e a preparar uma cimeira da União Monetária a 11 de Março.
A União Europeia já revelou estar disposta a discutir a questão das taxas de juro do empréstimo irlandês.
Mas certos países podem exigir que, em troca, Dublin aceite alterar a sua fiscalidade sobre os benefícios das empresas, que aos olhos de alguns governos constitui uma forma de dumping fiscal.
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