Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Peço à Europa para tomar todas as medidas necessárias para fazer face a uma urgência humanitária catastrófica. Não nos podem deixar sozinhos, é o meu pedido”, declarou Maroni à chegada para uma reunião com os homólogos da União Europeia consagrada ao temor de um êxodo de refugiados da Líbia para a Europa.
"Espero um apoio" dos outros países europeus “porque o que se passa na bacia mediterrânica não é apenas um problema para a Itália e os países mediterrânicos, é um problema para a Europa e o mundo inteiro, enfrentamos uma urgência humanitária”, adiantou.
Vários países da Europa do sul (Itália, França, Espanha, Grécia, Malta e Chipre), primeira porta de entrada de um eventual afluxo em massa de migrantes provenientes da Líbia, exigiram na quarta-feira em Roma a constituição de um fundo de solidariedade para ajudar os países de acolhimento.
Na altura, Roma afirmou temer um êxodo de 200 mil a 300 mil imigrantes no caso da queda do regime de Muammar Kadhafi, que enfrenta uma contestação duma amplitude sem precedentes.
No entanto, as primeiras reações dos parceiros europeus de Itália, antes da reunião dos ministros do Interior hoje em Bruxelas, não pareciam animadoras.
A Alemanha, a Áustria e a Suécia defenderam que a Itália podia resolver sozinha a gestão dos mais de 5000 migrantes provenientes da Tunísia que chegaram à ilha italiana de Lampedusa, situada a cerca de 110 quilómetros da Tunísia e que é a porta de entrada para a UE mais próxima para estes imigrantes.
"A Alemanha recebeu no ano passado cerca de 40.000 requerentes de asilo, a pequena Suécia 30.000, a Bélgica 20.000 e a Itália 7000. A Itália enfrenta um desafio mas não está submersa” com a situação da Lampedusa, afirmou o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière.
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