Por: Diario Digital Castelo Branco
Amado falava à saída de uma reunião de chefes de diplomacia da União Europeia, onde começou a ser preparada a chamada “cimeira da primavera” de 24 e 25 de março, na qual se espera que os chefes de Estado e de Governo adotem um ambicioso pacote de medidas para melhorar a coordenação económica e estabilizar o euro, incluindo a revisão do atual fundo de resgate.
“Seria absolutamente inaceitável e seria incompreensível que, tendo sido anunciadas medidas de governação económica, de reforço do mecanismo financeiro e do pacto para a competitividade, não viesse agora a haver acordo. Seria uma enorme frustração que teria consequências devastadoras nos mercados que analisam a estabilidade do euro e a situação de cada económica e de cada país”, afirmou.
Segundo Amado, “tendo em consideração todas as expetativas que existem em relação às propostas que estão na agenda da UE sobre essa matéria”, não pode haver outra expetativa “que não seja a de que haja um acordo”, não necessariamente já na cimeira de líderes da Zona Euro de 11 de março, uma cimeira preparatória da cimeira da primavera, mas o mais tardar nesta.
O ministro reiterou que, relativamente à revisão do atual fundo europeu de estabilização, Portugal defende “que haja um reforço e flexibilidade na utilização” do mesmo, por considerar que essa mudança “é a que pode responder melhor à situação com que o euro se confronta”.
Questionado sobre uma mudança das regras do fundo de resgate poderia facilitar um eventual recurso de Portugal à ajuda europeia para fazer face à pressão dos mercados, Luís Amado respondeu taxativamente que “essa questão não está neste momento em causa”.
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