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Região 24 de julho de 2013

Belmonte: Carveste suspende contratos com mais de 200 trabalhadores

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Carveste, fábrica têxtil de Caria, Belmonte, está a suspender os contratos de trabalho com as mais de 200 trabalhadores da empresa, disse hoje à Lusa a delegada sindical.

 

A Carveste, fábrica têxtil de Caria, Belmonte, está a suspender os contratos de trabalho com as mais de 200 trabalhadores da empresa, disse hoje à Lusa a delegada sindical.

Apesar das tentativas da Lusa, não foi possível contactar a administração da Carveste.

Marisa Tavares, a delegada sindical, explicou que “ao início da tarde” as funcionárias (a maioria são mulheres) foram chamadas pela administração para tomarem conhecimento de que a suspensão do contrato já estava “a ser formalizada”.

“Disseram-nos que hoje mesmo nos entregavam as cartas”, lamentou Marisa Tavares.

Durante a manhã as trabalhadoras já tinham parado a laboração, dando cumprimento a um pré-aviso de greve como forma de reivindicarem o pagamento de salários em atraso.

Por receber estão o mês de junho e os dias de julho.

De acordo com a sindicalista, o prazo para o pagamento de junho tinha sido estabelecido pela própria empresa e terminou na terça-feira.

“Em junho fizemos dois dias de greve para conseguirmos que nos pagassem o mês de maio. Andamos sempre nisto a receber tarde e às prestações, mas precisamos dos empregos. Por isso, fizemos um acordo”, explica.

Marisa Tavares sublinhou ainda que o compromisso só foi “parcialmente” respeitado.

Em julho, a empresa pagou a última prestação de maio, mas manteve o mês de junho por liquidar.

“Para a maioria de nós isto é insustentável. Temos despesas e compromissos”, sublinhou Marisa Tavares, que durante a manhã de hoje esteve reunida com os proprietários da fábrica.

Na resposta, a administração abriu a porta à suspensão dos contratos de trabalho, o que se confirmou poucas horas depois.

Na empresa, que confeciona fatos de homens essencialmente para outras marcas, os atrasos são recorrentes e as trabalhadoras ainda tinham “esperança” de que se chegasse a um novo entendimento.

As trabalhadoras temem agora que este seja “o primeiro passo” para o desemprego e apelam para que se dê seguimento ao processo de recuperação da empresa : no dia 14 de julho a administração da Carveste deu entrada com um Processo Especial de Revitalização.

“Já estamos em contacto com o Sindicato Têxtil. Nós não queremos a suspensão, queremos trabalhar e queremos o nosso trabalho. Queremos encontrar uma forma de a empresa não encerrar e tudo faremos para que essa revitalização tenha seguimento”, sublinhou a delegada sindical.

Sem explicação para uma situação de debilidade “quase crónica”, que se arrasta pelo menos desde 2002 (altura em que foi iniciado um outro processo de recuperação), as trabalhadores garantem que “a fábrica tem trabalho” e que é possível “continuar a laborar”.

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