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Região 15 de julho de 2013

Castelo Branco: OTA respira juventude aos 57 anos

Por: Cristina Valente

 A Orquestra Típica Albicastrense (OTA) apresentou na passada sexta-feira o seu novo trabalho discográfico, Tributo. O CD que demorou cerca de dois anos a gravar é constituído por três medleys - "Um abraço a Portugal", "Fados de Sempre" e "Saudades da Beira".

 

A Orquestra Típica Albicastrense (OTA) apresentou na passada sexta-feira o seu novo trabalho discográfico, Tributo.

O CD que demorou cerca de dois anos a gravar é constituído por três medleys "Um abraço a Portugal" que engloba vários temas de norte a sul de Portugal incluindo as ilhas; um tributo ao fado com o medley "Fados de Sempre", onde estão incluídos alguns dos mais conhecidos fados portugueses; um medley a Arlindo de Carvalho com várias das suas principais composições e por último um tributo à cidade de Castelo Branco com o Hino da Cidade e aquele que é o hino da OTA "Saudades da Beira".

A OTA que completa hoje, dia 16, 57 anos de existência tem mudado muito nos últimos anos.

“Tem hoje muitos jovens, 80% dos nossos elementos são pessoas com menos de 25 anos, e temos uma orquestra que sabe ler música” destaca o Maestro Carlos Salvado.

O responsável acrescenta que o facto de a maioria dos elementos da Orquestra ter formação musical permite à Orquestra apresentar temas mais complexos, “há uns anos isto não era possível, porque a maior parte das pessoas que constituíam a OTA tocavam de ouvido” afirma Carlos Salvado.

A maior parte dos elementos da Orquestra são pessoa ligadas à musica, estudantes ou professores.

De há uns anos a esta parte a OTA tem uma escola de música que também tem contribuído para o rejuvenescimento da OTA e para a formação musical dos seus elementos.

“A nossa escola de música é uma boa alternativa para quem gosta e quer ter formação, temos formação em vários instrumentos e propinas acessíveis, é evidente que se cria um empatia entre os alunos e a Orquestra Típica nos dá a garantia de que pelo menos alguns deles venham a integrar a OTA” explica Carlos Salvado.

A cumprir 57 anos de existência a OTA continua a ser uma família, “continuamos a dar-nos todos muito bem, a sentir que estamos em família, é um ambiente que se reflete no nosso trabalho” afirma o responsável.

A crise tem afetado também a agenda de espetáculos da OTA, “o ultimo foi mau este está a ser péssimo” diz Carlos Salvado. A diminuição acentuada do numero de espetáculos foi aproveitada para trabalhar mais este CD. Tributo é um disco gravado de forma diferente, com mais cuidados e de forma mais profissional, “foi um disco feito com calma, gravar, ouvir, regravar, fazer alterações e voltar a gravar, só assim se consegue um trabalho com qualidade e este é um trabalho com muita qualidade” afirma o maestro.

 

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