Por: Cristina Valente
A nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Castelo Branco, entrou em fase de arranque a 24 de abril, mas só estará a funcionar em pleno no mês de julho.
A nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Castelo Branco, entrou em fase de arranque a 24 de abril, mas só estará a funcionar em pleno no mês de julho.
Atualmente está a tratar o afluente da bacia sul da cidade e a partir de julho passará também a tratar o afluente proveniente da bacia norte, sendo desativadas as ETAR existentes.
Manuel Frexes, administrador da Águas de Portugal (AdP), visitou a nova ETAR, e no final classificou-a como um “rolls Royce” no tratamento de águas residuais.
“Esta é uma ETAR adequada, dimensionada para Castelo Branco e tem um modelo de tratamento muito autossustentável. Acho que a cidade fica muito bem servida com esta Estação” afirmou Manuel Frexes.
Amável Francisco dos Santos, Administrador Delegado das Águas do Centro explica que a construção da nova ETAR surgiu por imperativo da lei, depois da Albufeira da Pracana, ter sido classificada zona sensível ao risco de eutrofização, passando a ser obrigatória a remoção de nutrientes, ozono e fósforo.
“Estudámos a possibilidade de adaptar as atuais infraestruturas, mas chegámos à conclusão que economicamente era mais viável construir uma única ETAR, desde que fosse em determinado local, para poupar energia, e também com dimensão que permitisse produzir parte da energia gasta” explica o Administrador Delegado.
A nova estação está colocada num local, onde o impacto visual é reduzido, e tem condições ambientais, como a desodorização, que evita a emissão de cheiros, “antes de lançar no meio ambiente os gazes libertados durante todo o processo, são tratados e quando são lançados na atmosfera já não tem qualquer odor”.
Seguindo uma politica de redução de custos, a ETAR produz energia elétrica, “cerca de 30 a 40% da energia necessária para o seu funcionamento” explica Amável Francisco dos Santos. Também as águas residuais tratadas são aproveitadas para regas e lavagens de material.
Joaquim Morão, autarca albicastrense, classifica a nova ETAR como, “uma boa e grande obra” pois resolve vários problemas de uma vez só. “Resolve problemas ambientais e Castelo Branco tem para as próximas décadas os problemas dos tratamentos das águas residuais resolvidos” afirmou Joaquim Morão durante a visita à nova ETAR.
O autarca destaca também o facto de esta estação não ter impacto visual, que passa nas estradas não vê a estação, ao contrário do que acontece com as duas até agora existentes.
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