Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O início do julgamento de Manuel Correia, antigo provedor da Misericórdia do Fundão, e familiares, acusados de peculato, estava previsto para esta quinta-feira, mas foi adiado para dia 11, disse fonte do Tribunal do Fundão.
O início do julgamento de Manuel Correia, antigo provedor da Misericórdia do Fundão, e familiares, acusados de peculato, estava previsto para esta quinta-feira, mas foi adiado para dia 11, disse fonte do Tribunal do Fundão.
Um impedimento de um juiz "devido a outra diligência com réus presos" obrigou ao adiamento, justificou.
O julgamento inicia-se na segunda data que já estava reservada para o processo, dia 11 de abril, pelas 09:30, no Tribunal do Fundão.
No caso, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra acusa o ex-provedor, três filhas e dois genros, de se terem apropriado de pelo menos 102 mil euros da instituição.
Isabel Correia, uma das arguidas, ainda pediu abertura de instrução, mas após essa fase processual o Tribunal do Fundão nada mudou e decidiu levar o caso a julgamento.
De acordo com a acusação, o provedor faria transferências mensais de uma conta paralela à contabilidade da Santa Casa, criada em 1993, para contas particulares dos familiares, como se estes trabalhassem para a Misericórdia.
Estão registadas no processo transferências para a conta de uma filha desde 1996 até 2002, num total de 55.961 euros.
Para outras duas contas, de duas filhas e respetivos genros, terão sido transferidos 36.237 euros e 10.524 euros, entre 2000 e 2002, refere a acusação.
Manuel Correia é também acusado de falsificação de documentos para receber mais de 10 mil euros a título de despesas, entre 2004 e 2007.
As investigações na Santa Casa da Misericórdia do Fundão foram desencadeadas por uma denúncia feita pela comissão administrativa que, em 2008, passou a dirigir a instituição.
O caso foi investigado pela Polícia Judiciária, que, em agosto de 2010, deu o inquérito por concluído.
Dada a natureza do crime, o processo seguiu para o DIAP de Coimbra, mas será julgado no Tribunal do Fundão, cidade onde terão ocorrido os alegados crimes.
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