Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Europa 26 de fevereiro de 2013

Bersani quer formar Governo em Itália mesmo que não o encabece

Por: Diario Digital Castelo Branco

 Líder do centro-esquerda apresentou ideias-chave para um novo Executivo. Só falta saber com quem poderá formá-lo, anuncia o Expresso.

  Líder do centro-esquerda apresentou ideias-chave para um novo Executivo. Só falta saber com quem poderá formá-lo, anuncia o Expresso.

Pierluigi Bersani está disposto a formar uma coligação de Governo, desde que a mesma seja baseada em ideias. Numa conferência de imprensa, esta tarde, o líder do Partido Democrático - que encabeça a maior coligação saída das eleições legislativas italianas de domingo e segunda - afirmou estar disposto a servir o país "como capitão ou marinheiro, mas sem abandonar o navio".

Ou seja, ainda que o seu bloco tenha sido o mais votado (ao contrário do seu partido, que a título individual ficou em segundo), Bersani não se considera vencedor - disse-o explicitamente - e está disposto a não ser primeiro-ministro, se tal for essencial para chegar a acordo com outra formação política. O líder do centro-esquerda quer um "Governo de mudança". "Faremos propostas que possam ser tidas em consideração por todos", prometeu.

"Reforma das instituições, reforma da política, reforma da moralidade pública e privada, defesa dos mais expostos à crise e empenho numa nova política laboral europeia". Foi desta forma lacónica que Pirluigi Bersani expôs as suas prioridades. Lembrando que "pela primeira vez em 60 anos" está em curso um "processo de empobrecimento", apelou aos adversários para que cada um assuma as suas responsabilidades. Pedindo clareza, avisou: "Não aceito mais que se fale através de enigmas".

A reforma da lei eleitoral, uma das causas da quase ingovernabilidade que resulta da ida às urnas, é fulcral para Bersani. Quis frisar que não foi por falta de esforço seu que não se fez na legislatura cessante.

  Grillo ou Berlusconi? Não será fácil com nenhum dos dois 

Bersani goza de maioria absoluta na Câmara dos Deputados, mas não no Senado. Só conseguiria o apoio de 158 senadores (metade mais um) aliando-se à aliança conservadora do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi ou ao Movimento 5 Estrelas, do cómico populista Beppe Grillo. Berlusconi já mostrou abertura para tal, Grillo nem por isso. 

Reafirmando a aposta europeia, Bersani exige a "revisão da política económica" da UE, mas "dentro da lealdade" à União. Isto dificulta a convergência com Grillo, que se tem pronunciado contra o euro. Mas Berlusconi, três vezes primeiro-ministro, gera anticorpos dentro do próprio Partido Democrático. Bersani prefere, por isso, esperar pela investidura do novo Parlamento. "Quem pode dar resposta a tudo isto? Não sei", reconheceu.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!