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Europa 26 de fevereiro de 2013

Resultado das eleições italianas é "sinal de alarme" - João Proença

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), João Proença, afirmou hoje que o resultado das eleições italianas é “um sinal de alarme adicional” de que “a política de ultra-austeridade não é capaz de resolver os problemas”.

 

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), João Proença, afirmou hoje que o resultado das eleições italianas é “um sinal de alarme adicional” de que “a política de ultra-austeridade não é capaz de resolver os problemas”.

João Proença, que falava após uma reunião com o secretário-geral do Partido Socialista (PS), entende que “hoje há um sentimento generalizado na Europa” de que, com políticas de austeridade, os problemas do crescimento não serão resolvidos.

Para o líder da UGT, “o resultado das eleições italianas são um sinal de alarme adicional, pelo descrédito em que está uma política mergulhada em austeridade” que “não é capaz de resolver os problemas dos cidadãos”.

Reiterando que a política de “ultra-austeridade está a ter efeitos muito negativos para os portugueses”, João Proença defendeu que “é fundamental criar condições e criar políticas de crescimento e de emprego”.

As eleições legislativas italianas de domingo e segunda-feira resultaram num impasse político e na ausência de uma maioria no Senado, que fizeram ressurgir na Europa a possibilidade de um agravamento da crise da zona euro.

O êxito do Movimento Cinco Estrelas (M5E) do ex-cómico Beppe Grillo alterou fortemente o equilíbrio das eleições, que a coligação de esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, venceu à justa na Câmara dos Deputados (câmara baixa do parlamento), com 29,54% dos votos contra 29,18% para a coligação de direita de Silvio Berlusconi (Povo da Liberdade/Liga do Norte).

O mesmo não aconteceu no Senado (câmara alta).

O M5E e Grillo conquistaram um quarto dos sufrágios nas duas câmaras. Para o jornal Corriere della Sera, trata-se de uma "vitória de uma Itália eurocética relativamente à política de rigor", imposta durante 15 meses pelo governo tecnocrata de Mario Monti, para restaurar a credibilidade internacional.

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