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Região 11 de fevereiro de 2013

Idanha-a-Nova: Forte capacidade física e cognitiva fazem um atleta de elite na orientação

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Um mapa e uma bússola "guiados" por forte capacidade física e cognitiva fazem um atleta de elite na orientação, modalidade em que Portugal se destaca mundialmente em fevereiro, acolhendo três provas do calendário internacional.

Um mapa e uma bússola "guiados" por forte capacidade física e cognitiva fazem um atleta de elite na orientação, modalidade em que Portugal se destaca mundialmente em fevereiro, acolhendo três provas do calendário internacional.

"O fundamento é escolher e decidir um itinerário entre vários postos de controlo em terreno desconhecido com a ajuda de um mapa e bússola. É fundamental a capacidade de leitura e interpretação rápida", explica Fernando Costa, um dos mais antigos praticantes em Portugal.

O atleta veterano, que é também promotor internacional das potencialidades do país para a preparação dos praticantes de orientação no inverno, complementa: "Obriga a grande concentração, capacidade de leitura, interpretação rápida e memorização. Exige sintonia muito boa entre a parte física e cognitiva".

A orientação é um desporto que "pode ser praticado em todo o lado", uma vez que a natureza deixou de ser terreno exclusivo, já que começam a proliferar as provas urbanas.

A modalidade junta atletas dos oito aos 80, que até podem competir juntos, já que os grupos são sorteados aleatoriamente e cada elemento tem um desafio diferente, com distinto nível de dificuldade e grau de exigência.

O sprint é a prova mais curta e está prevista para ser cumprida entre 13 a 15 minutos, seguindo-se a distância média (30/35) e, finalmente, a distância longa (1:15/1:30 horas).

O clima ameno, a qualidade dos terrenos e da cartografia (mapas) fazem com que Portugal seja destino muito apreciado pela elite mundial (essencialmente, nórdicos) no inverno, altura em que preparam a época e começam a competir.

A federação conta com cerca de 2.500 praticantes, que em competição precisam também de um chip e porta sinalética, instrumentos essenciais para o cumprimento das tarefas.

No último ano, Diogo Miguel foi campeão da Europa júnior de sprint, enquanto Vera Alvarez e Luís Silva subiram ao pódio nos europeus de desporto escolar, sinal de que as jovens gerações estão a traduzir a qualidade futura da orientação nacional.

Os fanáticos da natureza não poderiam escolher melhor desporto para se sentirem integrados: durante o primeiro dia do Portugal O'Meeting, em Idanha-a-Nova, vários inesperados "encontros" com bois/vacas obrigaram a mudança de várias "balizas" para o segundo dia.

Hoje a competição mudou-se para Monsanto, onde se disputa, neste terceiro dia, a etapa que é pontuável para o ranking mundial, pelo que é será a jornada mais competitiva da competição que termina terça-feira.

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