Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Maria Zimbro, uma nova empresa de promoção de artes locais, na Covilhã, pretende criar um circuito de exibição de curtas-metragens para aproveitar os recursos que já existem e publicitar produtos.
A Maria Zimbro, uma nova empresa de promoção de artes locais, na Covilhã, pretende criar um circuito de exibição de curtas-metragens para aproveitar os recursos que já existem e publicitar produtos.
O primeiro passo está em curso, com a rodagem de um filme que servirá de "ponto de ignição para a iniciativa", refere Elisa Bogalheiro, uma das responsáveis pelo projeto.
A ideia passa por tirar partido de meios, como o curso de Cinema e outros, da Universidade da Beira Interior (UBI), para "dinamizar a produção audiovisual local".
Os filmes serão exibidos em auditórios e locais públicos espalhados por todas as freguesias, num circuito que poderá divulgar empresas e assim gerar receitas publicitárias à escala regional.
"Há auditórios muito bons, há público, só é preciso por as pessoas a mexer", refere Elisa Bogalheiro, que dá asas à ideia depois de trabalhar no ramo da produção audiovisual na Alemanha e no Panamá.
Agora, regressou à terra natal acompanhada pelo marido, Ramón de los Santos, realizador e produtor espanhol de televisão, para quem o mundo rural da Beira Interior tem muitas "histórias fantásticas" para contar.
Durante quatro dias, Ramón dirigiu as filmagens da curta-metragem que serve de ponto de partida para o projeto.
Um pequeno filme cuja edição deve estar pronta em março e que conta com atores do Teatro das Beiras, sediado na Covilhã, e com o convidado João de Carvalho.
O ator está perante as câmaras no palco do Teatro Municipal da Covilhã, onde pela primeira vez atuou o pai, Ruy de Carvalho, quando tinha sete anos, durante a meninice vivida na cidade.
Hoje, João de Carvalho está também entre os que acreditam que, a partir da Universidade da Beira Interior, há condições para criar na região "um polo de audiovisuais com cinema e curtas bem feitas", referiu.
"Gosto de projetos loucos, absurdos e imaginativos, porque senão fazemos sempre a mesma coisa. E nós, atores, precisamos de coisas diferentes", disse à Lusa, ao explicar porque aceitou o convite para a fita.
O filme é uma paródia a quem tenta racionalizar todas as obras de arte e João de Carvalho faz o papel de padre "algo diabólico e libidinoso", que surge de mão dada com uma prostituta.
Ramón garante que esta é apenas a primeira de outras curtas em que pretende juntar os atores locais e contos do mundo rural.
Sónia Botelho, atriz do Teatro das Beiras e que encarna outra das personagens da fita, já está habituada a pequenas fitas de alunos do curso do cinema, mas, "desta vez, é mais profissional e é um grande desafio".
Ramón dos Santos garante ter encontrado "atores extraordinários" e que só não conseguem fazer "cinema ou televisão porque a máquina é muito complexa" e é "difícil entrar".
As curtas poderão ser uma outra "oportunidade".
A sétima arte é apenas uma das que a Maria Zimbro pretende promover: "todas as artes são bem-vindas" à empresa que pretende ser "ponto de encontro e de partida para novos projetos", conclui Elisa Bogalheiro.
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