Por: Cristina Valente
Os processos demoraram 40 anos e tiveram finais diferentes. A fortaleza de Penamacor, foi classificada monumento nacional. O Convento e a Igreja de Sto. António, não. Uma situação que mereceu as criticas do vice-presidente da autarquia António Cabanas.
Os processos demoraram 40 anos e tiveram finais diferentes. A fortaleza de Penamacor, foi classificada monumento nacional. O Convento e a Igreja de Sto. António, não. Uma situação que mereceu as criticas do vice-presidente da autarquia António Cabanas.
A autarquia de Penamacor já recebeu o encerramento de um processo de classificação da fortaleza da vila. Processo que se iniciou em 1973 e terminou só em 2013.
“Finalmente o Castelo e Fortaleza da vila foram classificados, mesmo na reta final”, afirmou na reunião pública do executivo o vereador António Cabanas, lamentando que igual sorte não tenha tido a Igreja e Convento de Sto. António, pertencentes à Santa Casa da Misericórdia de Penamacor.
Segundo a Direção Geral do Património Cultural, devido a “deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil”, uma situação que António Cabanas considera “inacreditável para um processo que teve inicio no ano de 1976 com uma proposta da Junta Nacional de Educação, em 2013 devolvem-nos o processo para que a câmara, se quiser, classifique o edifício de interesse municipal”.
Em declarações à nossa reportagem, o vereador diz que a autarquia vai classificar o monumento de interesse municipal e depois acompanhará a legislação para avaliar se reabre ou não o processo.
“Estamos a falar de um monumento que foi restaurado pelo ministério da cultura e que tem uma talha dourada como não há na região, por isso não temos dúvidas que é um monumento de grande interesse” afirma o vice presidente da autarquia.
Para António Cabanas este é o exemplo de que “o Estado, no capítulo do património e da cultura é uma inutilidade e pior, empata muitas vezes aqueles que querem fazer alguma coisa”. O vice presidente lembra que ao longo destes anos houve várias restrições na área envolvente, “nomeadamente na construção, obras que não se fizeram e as que foram feitas tiveram que ser adaptadas e obter vários pareceres, tornando-as mais caras. Tudo para agora o monumento não ser classificado” lamenta António Cabanas.
Penamacor tem agora dois monumentos nacionais: a ponte romano filipina de Meimoa, reconstruída em 1607, no reinado dos Filipes de Espanha, sobre dois arcos romanos, e a recém classificada Fortaleza da Vila.
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