Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Uma associação local do concelho de Castelo Branco está a instalar sistemas autónomos para gerar eletricidade e armazenar água, por forma a contornar o fim de apoios que eram concedidos pelo município.
Uma associação local do concelho de Castelo Branco está a instalar sistemas autónomos para gerar eletricidade e armazenar água, por forma a contornar o fim de apoios que eram concedidos pelo município.
O Grupo de Estudos do Património da Gardunha (GEGA) guarda antiguidades e vestígios arqueológicos no espaço do antigo posto médico de São Vicente da Beira.
Funciona ao lado da Casa do Povo, que paga a conta da eletricidade, enquanto a Junta de Freguesia suporta a fatura da água.
A despesa anual é de poucos euros, garante a presidente do GEGA, Inácia Brito, uma vez que o espaço "só abre a visitantes nas épocas festivas ou quando é pedido".
Em dezembro, chegaram as cartas da Casa do Povo e da Junta, pedindo que a associação suportasse os custos, uma vez que os apoios não podiam continuar face à conjuntura atual de restrições nas despesas públicas.
Assim, a associação já encomendou "componentes para instalar painéis solares" para produzir eletricidade e "um depósito de águas pluviais para as instalações sanitárias", referiu.
Para a presidente do GEGA, os cortes nos apoios "são legítimos e compreensíveis", mas diz recear que "dificultem o associativismo".
Para João Prata, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente da Beira, são medidas necessárias: "A situação atual assim o exige e temos que distribuir o mal pelas aldeias".
Tal como a Câmara de Castelo Branco pediu às juntas que assumissem vários contratos de água e energia que estavam em nome do município, as juntas fazem o mesmo pedido a várias entidades cujas contas suportavam, justificou o autarca.
João Prata reconhece que, em vários casos, como o do GEGA, os valores envolvidos "não são elevados", mas só na freguesia de São Vicente da Beira, "entre grupos que funcionam e outros que estão parados, há 19 associações registadas".
O autarca acredita que, "desde que as pessoas queiram", não será por causa de medidas como estas que o associativismo deixará de funcionar.
Desde 1999, o GEGA já recolheu mais de 2.000 peças da freguesia, desde o tempo dos romanos até ao princípio do século XX, a maioria doadas pela população e retratando usos e costumes locais.
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