Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Economia 8 de janeiro de 2013

Hospital S. João ameaça despedimentos, sindicato acusa de querer 'lançar pânico'

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte acusou hoje o presidente do Hospital S. João, no Porto, de querer “desestabilizar” e “criar pânico” entre os funcionários, ao admitir uma redução de 20% de pessoal.

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte acusou hoje o presidente do Hospital S. João, no Porto, de querer “desestabilizar” e “criar pânico” entre os funcionários, ao admitir uma redução de 20% de pessoal.

No programa da TVI24 “Olhos nos Olhos”, António Ferreira disse acreditar que o Hospital de S. João pode prestar o mesmo serviço aos utentes com menos 20% dos trabalhadores, referindo que há um problema de produtividade no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que este poderia ser resolvido com a exclusividade de todos os profissionais e com horários de trabalho de 40 horas.

Em declarações à Lusa, Carla Ferreira, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), considerou que as declarações de António Ferreira foram “insensatas” e “irresponsáveis”.

“O Hospital de S. João funcionaria melhor sem um presidente do Conselho de Administração profícuo em declarações insensatas. As suas afirmações são bombásticas o suficiente para fazer furor na TV, mas, principalmente, são uma machadada na estabilidade necessária ao funcionamento do SNS”, considerou a dirigente.

Carla Ferreira entende que com as declarações que prestou, o presidente do “S. João” pretende “lançar a confusão e o pânico nos trabalhadores”.

“São de uma enorme irresponsabilidade, dado que António Ferreira não esclarece se pretende dispensar médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar ou quaisquer outros trabalhadores”.

“Lembramos que o Hospital S. João não é uma fábrica. E se numa fábrica um parafuso sai torto, faz-se outro. Num hospital, um erro paga-se com a saúde do doente. No Hospital de S. João já há trabalhadores, como os assistentes operacionais, que trabalham em turnos de 12 horas sem qualquer compensação. Era importante saber se está na cabeça de António Ferreira alargar ainda mais o horário destes trabalhadores e por isso desafiamos a que esclareça com rigor o conteúdo das suas afirmações”, acrescentou.

António Ferreira disse na TVI24 que se todos trabalhassem em regime de exclusividade, com horário de trabalho de 40 horas e “dedicados ao hospital” seria possível prestar o mesmo serviço com menos 1120 dos 5600 funcionários.

A Lusa contactou a Administração do Hospital de S. João, mas ainda não foi possível obter qualquer esclarecimento.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!