Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 3 de janeiro de 2013

Fundão: Ex-provedor e familiares vão ser julgados em abril por peculato na Misericórdia

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Tribunal do Fundão vai começar a julgar no dia 04 de abril o antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia local, Manuel Correia, e familiares, acusados de peculato, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo.

 

O Tribunal do Fundão vai começar a julgar no dia 04 de abril o antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia local, Manuel Correia, e familiares, acusados de peculato, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra acusa o ex-provedor, três filhas e dois genros de se terem apropriado de pelo menos 102 mil euros da instituição.

Isabel Correia, uma das arguidas, ainda pediu abertura de instrução, mas após essa fase processual o Tribunal do Fundão nada mudou e decidiu levar o caso a julgamento.

De acordo com a acusação, o provedor faria transferências mensais de uma conta paralela à contabilidade da Santa Casa, criada em 1993, para contas particulares dos familiares, como se estes trabalhassem para a Misericórdia.

Estão registadas no processo transferências para a conta de uma filha entre 1996 e 2002, num total de 55.961 euros.

Para outras duas contas, de duas filhas e respetivos genros, terão sido transferidos 36.237 euros e 10.524 euros, entre 2000 e 2002, refere a acusação.

O Ministério Público considera que os arguidos "decidiram de comum acordo apropriar-se de dinheiro que era da Santa Casa".

Os montantes transferidos mensalmente oscilavam entre os 360 e os 1.700 euros, surgindo os valores mais altos nos meses de férias e Natal, tal como acontecia com os ordenados.

Manuel Correia é também acusado de falsificação de documentos para receber mais de 10 mil euros a título de despesas, entre 2004 e 2007.

As investigações na Santa Casa da Misericórdia do Fundão foram desencadeadas por uma denúncia feita pela comissão administrativa que, em 2008, passou a dirigir a instituição.

O caso foi investigado pela Polícia Judiciária que, em agosto de 2010, deu o inquérito por concluído.

Dada a natureza do crime, o processo seguiu para o DIAP de Coimbra, mas será julgado no Tribunal do Fundão a partir de 04 de abril.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!