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Região 28 de dezembro de 2012

Castelo Branco: Orçamento municipal de 71ME prevê comprar o edifício do antigo Governo Civil

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje um orçamento de 71 milhões de euros para 2013 que inclui a aquisição do edifício em degradação do antigo Governo Civil, anunciou o presidente do município.

 

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje um orçamento de 71 milhões de euros para 2013 que inclui a aquisição do edifício em degradação do antigo Governo Civil, anunciou o presidente do município.

Segundo o autarca, Joaquim Morão (PS), a câmara está em "negociações adiantadas" com a Direção Geral do Património para adquirir o Solar dos Viscondes de Portalegre e a zona envolvente, no coração da cidade, junto ao edifício dos Paços do Concelho.

"Se a Câmara de Castelo Branco não tomar esta decisão, vai ter edifícios a cair no centro, o que é uma imagem inaceitável", justificou Joaquim Morão.

No caso, "o telhado está em mau estado e já há janelas a cair", ilustrou.

De acordo com informação do município, o Solar dos Viscondes de Portalegre foi construído em 1743, "é um edifício de marcas acentuadamente renascentistas" e acolheu desde finais do século XIX o Governo Civil distrital, órgão extinto por todo o país em 2011.

O orçamento foi aprovado por maioria sem votos contra e com sete abstenções (quatro do PSD, uma do CDS-PP, outra do Bloco de Esquerda e outra ainda da CDU).

Ainda de acordo com Joaquim Morão, o orçamento proposto para 2013 contempla “todos os compromissos", ou seja, "todas as obras que estão a andar", tais como o novo aeródromo, o centro coordenador de transportes e o centro de cultura contemporânea.

Este é o último orçamento de Morão à frente do município e o autarca refere que vai permitir "cumprir todos compromissos" assumidos com os eleitores.

O autarca e até a oposição destacaram hoje a saúde financeira da autarquia. "Não devemos um tostão a ninguém" e há investimento, realçou o presidente da câmara, que destacou só ter sido possível consolidar as contas da autarquia em 15 anos.

"Não é possível diminuir défices num ano ou dois: não sou economista nem nunca andei em nenhuma faculdade, mas sei como isto se trata", referiu, para realçar de seguida a diminuição em cerca de 200 pessoas no quadro de pessoal do município durante o mesmo período.

O PSD classificou o orçamento como "um sinal de progresso" que o partido apoia, mas questionou a viabilidade de algumas estruturas municipais, como o centro de interpretação ambiental ou a recuperação do antigo edifício dos correios.

A CDU defendeu um plano mais orientado "para as pessoas" e menos para o "betão", mas não encontrou razões para votar contra, posição também assumida pelo Bloco de Esquerda.

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