Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Assembleia Municipal do Fundão aprovou hoje um orçamento de 57 milhões de euros para 2013, que segundo o presidente da Câmara, Paulo Fernandes (PSD), não deverá provocar "nem mais um euro de dívida".
A Assembleia Municipal do Fundão aprovou hoje um orçamento de 57 milhões de euros para 2013, que segundo o presidente da Câmara, Paulo Fernandes (PSD), não deverá provocar "nem mais um euro de dívida".
O Fundão foi o município do país que em novembro maior valor viu atribuído de entre os 82 abrangidos pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), com um total de 37 milhões de euros.
O PAEL visa regularizar as dívidas dos municípios vencidas há mais de 90 dias, através de uma linha de crédito no total de mil milhões de euros, com um conjunto de obrigações.
Segundo Paulo Fernandes, o orçamento para 2013 "é realista" e garante a consolidação orçamental da autarquia.
Dos 57 milhões de orçamentados para 2013, uma parcela de 26,3 provém do PAEL e de uma operação de saneamento das finanças da autarquia e outros 30,9 dos cofres municipais.
Paulo Fernandes apresentou um pacote de medidas de redução de custos, entre as quais, a integração de empresas municipais e redução de quatro por cento com as despesas de pessoal.
Abel Rodrigues, vereador eleito pelo PS, lamentou a situação financeira do município, com a necessidade de recorrer ao PAEL, referindo que resulta de uma gestão que ao longo dos anos "não deu ouvidos" aos alertas dos socialistas.
Apesar das garantias de consolidação dadas pelo presidente da autarquia, "o mal já estava feito", lamentou Luís Lourenço, eleito da CDU, numa crítica implícita à gestão social-democrata dos últimos anos.
Catarina Gavinhos, também eleita pela CDU, destacou o facto de o PAEL prever o pagamento da dívida do município "sem castigar", ao contrário do que diz acontecer com as medidas de austeridade do Governo.
O orçamento de 2013 prevê um investimento de 4,1 milhões de euros em sistemas autónomos de abastecimento e saneamento de água no concelho.
Está ainda previsto "terminar um ciclo de infraestruturas" com um investimento de 1,2 milhões de euros no parque verde, a implantar no centro da cidade.
O presidente do município destacou também o investimento em equipamentos de apoio a idosos, referindo que o município está a conseguir alcançar "um patamar muito bom" de número de vagas relativamente à população sénior com mais de 80 anos.
O orçamento prevê ainda um investimento de 162 mil euros no Cine-Teatro Gardunha, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade e há décadas abandonado.
O conjunto dos documentos relativos à gestão de 2013 foi aprovado com 34 votos a favor, seis votos contra e duas abstenções.
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