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Região 17 de dezembro de 2012

Castelo Branco: MP pede prisão efetiva para 5 arguidos por tráfico da maior apreensão de LSD em Portugal

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Ministério Público pediu hoje prisão efetiva para cinco dos 30 arguidos num processo de tráfico internacional com correios de droga, que está a ser julgado em Castelo Branco, e pediu a absolvição de outros três.

O Ministério Público pediu hoje prisão efetiva para cinco dos 30 arguidos num processo de tráfico internacional com correios de droga, que está a ser julgado em Castelo Branco, e pediu a absolvição de outros três.

O caso incluiu a maior apreensão de droga sintética LSD em Portugal, feita em Castelo Branco, dissimulada em 30 mil selos para colar na pele, avaliados em 150 mil euros.

Um dos alegados líderes da rede de tráfico, Domingos Oliveira, não foi julgado porque continua em parte incerta, tendo sido emitidos mandados de detenção europeus pelo crime de tráfico de droga agravado.

Para o irmão, Paulo Oliveira, outro dos alegados líderes da organização e também acusado de tráfico de droga agravado, o Ministério Público pediu hoje prisão não inferior a dez anos - foi a mais pesada das cinco penas efetivas pedidas pelo procurador na abertura das alegações finais do caso.

Para os restantes arguidos, todos acusados de crimes de tráfico, foram pedidas penas suspensas de diferente duração, consoante a culpa e as responsabilidades assumidas perante o tribunal, justificou o Ministério Púbico, que ao longo das alegações destacou a relevância de quem falou e confessou os factos.

Para alguns arguidos mais novos foi defendida a aplicação do regime especial de penas para jovens e, noutros casos, de alegado tráfico de menor gravidade, foi sugerida a substituição da sanção por trabalho a favor da comunidade.

Apesar de "se saber ao que foram", o procurador reconheceu que não se fez prova em relação a três dos arguidos, para os quais pediu a absolvição.

Ao longo do julgamento, vários arguidos relataram alguns dos episódios de tráfico.

Os "correio de droga" terão recebido entre 500 a 10 mil euros por transporte, alguns dos quais feitos com estupefacientes dissimulados no interior do organismo - como acontecia, por exemplo, com a ingestão de "bolotas" de haxixe.

A rede dedicava-se ao tráfico de substâncias ilícitas, haxixe e drogas sintéticas (anfetaminas, ecstasy e LSD) e a acusação faz referência a viagens entre Portugal e Marrocos, Holanda, Japão, México e Colômbia que remontam a 2003.

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