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Papa Bento XVI 12 de maio de 2010

Manoel de Oliveira viveu com

Por: Diario Digital Castelo Branco

O realizador Manoel de Oliveira admitiu hoje ter sentido uma "grande emoção" numa sessão que decorreu a meio da manhã de hoje no Centro Cultural de Belém, em que o papa discursou para cerca de 1500 pessoas.

 

O realizador Manoel de Oliveira admitiu hoje ter sentido uma "grande emoção" numa sessão que decorreu a meio da manhã de hoje no Centro Cultural de Belém (CCB), em que o papa discursou para cerca de 1500 pessoas.

"Eu não contava com este acolhimento por parte do papa", disse o cineasta, em declarações à agência Lusa, no final da cerimónia, reagindo aos elogios feitos pelo papa ao seu trabalho.

No seu discurso, Bento XVI manifestou a sua "admiração e afeto" perante "veneranda idade e carreira" do realizador português.

Antes do papa, Manoel de Oliveira, 101 anos, também fez uma intervenção perante as centenas de personalidades do mundo da cultura, economia, educação, ciência e representantes de confissões religiosas.

"Fiquei muito sensibilizado com a intervenção do papa", comentou ainda o decano dos realizadores, cuja obra é considerada simbólica no cinema português.

Muito aplaudido no discurso que leu perante o papa, Manoel de Oliveira também protagonizou um dos momentos altos do encontro, ao entregar um presente a Bento XVI, uma peça de ourivesaria da autoria de Siza Vieira.

A entrega da peça, um ovo em prata e biscuit que se abre para mostrar uma pomba, símbolo do espírito, aconteceu pouco depois de Manoel de Oliveira ter discursado.

O papa encontrou-se hoje com personalidades da cultura portuguesa no CCB, no seu segundo dia de visita a Portugal onde vai permanecer até sexta feira, deslocando-se ainda a Fátima e Porto.

No seu discurso do Centro Cultural de Belém, o papa reconheceu que a Igreja necessita de fazer “toda uma aprendizagem” na sua relação com o mundo atual, onde existe uma tensão entre o “presente e a tradição”.

Considerando-se herdeiro da abertura da Igreja ao mundo moderno feito pelo Concílio Vaticano II, Bento XVI defendeu a construção de “uma cidadania mundial fundada sobre os direitos humanos e as responsabilidades dos cidadãos, independentemente da própria origem étnica e adesão política e respeitadora das crenças religiosas”.

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