Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A greve geral de hoje está a ser mais participada que a paralisação de 22 de março, anunciou a União de Sindicatos de Castelo Branco, afeta à CGTP-IN, destacando a adesão em algumas fábricas de lanifícios da Covilhã.
A greve geral de hoje está a ser mais participada que a paralisação de 22 de março, anunciou a União de Sindicatos de Castelo Branco, afeta à CGTP-IN, destacando a adesão em algumas fábricas de lanifícios da Covilhã.
Segundo Luís Garra, coordenador da USCB, a fábrica Alçada e Pereira está parada e noutras, como a Paulo de Oliveira (uma das maiores unidades de lanifícios da Europa) e na Tessimax, a adesão à greve é de 60 e 85 por cento, respetivamente.
Os números significam que "a produção é praticamente inexistente" nestas fábricas, disse Luís Garra à agência Lusa.
O dirigente sindical destacou ainda as adesões nas áreas da saúde, educação e autarquias.
Segundo os dados disponibilizados pelos sindicatos relativos aos turnos que se iniciaram às 23:00 e 00:00, registou-se a adesão total do pessoal auxiliar das urgências do Hospital Pêro da Covilhã, bem como dos enfermeiros do Hospital do Fundão.
As adesões dos enfermeiros e pessoal auxiliar nos hospitais da Covilhã e Castelo Branco registaram adesões entre os 75 e 85 por cento, de acordo com os mesmos dados.
Os sindicatos destacam ainda as adesões de 33 por cento no setor de limpeza da Câmara da Covilhã, de 15 por cento na Danone e 20 por cento na Delphi, empresas instaladas na Zona Industrial de Castelo Branco.
Para o coordenador da USCB, a greve de hoje "é mais forte, é mais participada e mais poderosa que a realizada a 22 de março e, em certas situações, ultrapassa as adesões à greve de 24 de novembro de 2011".
Luís Garra disse acreditar que "quem não aderiu, na sua maioria, não o fez por discordar das razões e objetivos da greve geral, mas por dificuldades financeiras graves e pelo receio de perder o emprego".
A CGTP-IN cumpre hoje a segunda greve geral em menos de oito meses, visando o protesto contra o agravamento das políticas de austeridade e a defesa de políticas alternativas que favoreçam o crescimento económico.
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