Região

ICNF vai ilibar Misericórdia do Fundão no caso da destruição de ninhos

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2017-03-21 21:56:00

 A Misericórdia do Fundão anunciou que o Instituto de Conservação da Natureza das Florestas (ICNF) diz que não foram cometidos crimes no caso do abate de árvores e alegada destruição de ninhos de cegonha branca.

"Atenta a falsidade e gravidade das acusações e insinuações dirigidas pelo representante da Quercus à Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF), que denegriram publicamente a imagem da instituição e de quem a dirige, com repercussão local e nacional, que levaram aos mais diversos comentários e juízos de valor, formulados, nomeadamente, nas redes sociais, impõe-se repor a verdade dos factos", refere a SMF num comunicado hoje enviado à agência Lusa.

A nota de imprensa refere-se à denúncia que a associação ambientalista Quercus apresentou, no dia 16, contra a SCMF, por crimes ambientais relacionados com o abate de carvalhos numa propriedade onde haveria ninhos de cegonha branca, espécie protegida.

Numa deslocação feita ao local - uma quinta que é propriedade da SCMF - o dirigente distrital da Quercus em Castelo Branco Samuel Infante referiu que foram abatidos carvalhos que suportavam ninhos e que estavam em causa vários crimes, tais como o crime ambiental, o crime de destruição de habitats protegidos e o de perturbação da época reprodutora.

Salientando que "esta não é a primeira vez que a SCMF procede à desflorestação daquela área", também adiantou que o abate das árvores terá ocorrido há cerca de um mês, em "plena época de reprodução" das cegonhas.

Acusações que a SCMF rejeitou no próprio dia, garantindo que seguiu todas as orientações do ICNF e que respeitou o período de nidificação das cegonhas.

Uma garantia que, segundo o referido na nota de imprensa hoje divulgada, é corroborada por uma equipa do ICNF que também se deslocou ao local no dia da denúncia da Quercus.

"Cumpre-nos informar que não foi detetado o abate de carvalhos com ninhos de cegonha, não foi percetível a destruição de qualquer ninho, nem foi detetada a ocultação de ninhos, pelo que não terá sido infringido o disposto no decreto-lei nº 140/99", refere o ICNF numa informação dirigida à SCMF e que esta entidade cita no comunicado de hoje.


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