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Região 13 de outubro de 2012

Portagens: Várias dezenas de viaturas em marcha lenta entre a Covilhã e o Fundão

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Várias dezenas de viaturas juntaram-se ontem numa marcha lenta entre a Covilhã e o Fundão, em protesto contra a cobrança de portagens nas autoestradas do interior do país.

Várias dezenas de viaturas juntaram-se ontem numa marcha lenta entre a Covilhã e o Fundão, em protesto contra a cobrança de portagens nas autoestradas do interior do país.

Em resposta ao apelo da comissão de utentes das autoestradas A23 (Guarda - Torres Novas), A24 (Viseu - Chaves) e A25 (Aveiro - Vilar - Formoso), algumas pessoas participaram pela primeira vez num protesto, como relataram no local à agência Lusa.

Foi o caso de Roberto Fernandes e Patrícia Rodrigues, investigadores na Universidade da Beira Interior, que passaram a evitar a autoestrada da Beira Interior (A23).

Cobrar portagens na região "é um atentado, porque não há alternativas", referiu Roberto, com Patrícia a concordar.

Ao lado, João Pinto, trabalhador independente na área do marketing, juntava-se também pela primeira vez a um protesto e confessou que passou a viajar de autocarro para Lisboa, para evitar os custos com as portagens.

Carlos Ferreira, técnico superior do Ministério da Educação, reside no concelho da Covilhã e trabalha em Castelo Branco, sendo obrigado a fugir aos pórticos ao longo da A23.

Depois de abolidas as 10 isenções mensais, desde o início do mês, "já nem vale a pena fazer contas" a quanto custaria viajar pela autoestrada, referiu.

Carlos Ferreira escolhe a estrada nacional 18 para circular entre casa e o trabalho, mas é raro o dia em que não se assusta com camiões que lhe passam rente, numa estrada "muito estreita e perigosa".

Ontem, foi um dos que se juntou à marcha lenta que circulou depois das 18:00 entre os parques industriais do Tortosendo e Fundão, pela estrada nacional 18, e disse estar disponível para mais ações: "Há muita indignação, mas ainda poucos protestos”.

Para Marco Gabriel, membro da comissão de utentes das autoestradas A23, A24 e A25, a marcha ficou "muito bem composta".

Segundo o representante, um novo protesto está agendado para dia 28 de outubro, com uma marcha pedestre entre as vilas da Boidobra e Ferro, na Covilhã, passando simbolicamente por um caminho sob a autoestrada da Beira Interior.

A comissão de utentes das três autoestradas também agendou para a tarde de hoje buzinões em Vila Real e em Viseu.

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