Benfica e Castelo Branco empata em casa com Tocha 1-1

O empate traduz o equilíbrio que existiu no jogo.

Na estreia do técnico João Laia a jogar em casa, o Benfica e Castelo Branco que vinha de uma vitória folgada,4-1, em Nelas, apresentou-se perante o Tocha, com um esquema inicial de 4-2-3-1.


 

  • Desporto
  • Publicado: 2010-04-04
  • Autor: Pedro Sobral

O empate traduz o equilíbrio que existiu no jogo, entre duas equipas que não devem ter dificuldades para garantir a permanência 
 

Na estreia do técnico João Laia a jogar em casa, o Benfica e Castelo Branco que vinha de uma vitória folgada (4-1) em Nelas, apresentou-se perante o Tocha, com um esquema inicial de 4-2-3-1.

Na zona defensiva a grande novidade passou pela aposta de João Afonso para o lado esquerdo, ele que passou a ocupar a vaga deixada em aberto por Bruno Silva, que recorde-se abandonou o clube.

Outra das alterações impostas pelo novo treinador, tem a ver com a inclusão de Quinzinho como médio mais defensivo.

A equipa da casa entrou mais forte no jogo, com a clara intenção de ganhar vantagem no marcador, mas pela frente teve sempre um adversário muito fechado na sua defensiva, e que apostava numa toada de maior contenção.

Perante o cariz da partida, e apesar de terem mais posse de bola, os encarnados só conseguiam criar algumas situações de perigo relativo com remates de meia distância, e nesse capítulo saíram dos pés de Sordo e Thiago Faria os momentos de maior perigo para a baliza defendida por Marco.

Foi por isso contra a corrente do jogo que os visitantes inauguraram o marcador á passagem dos 25 minutos.

Uma jogada trabalhada pelo corredor direito, com Telmo a colocar no interior da área, onde surgiu David à boca da baliza a bater o guardião Hélder Cruz.

Um golo com sabor a injustiça, e que o Castelo Branco teve muitas dificuldades em digerir. Até ao intervalo seria de novo o conjunto da Tocha a ficar muito perto de dilatar a vantagem, mas ao remate de George, respondeu o guardião albicastrense com uma grande defesa, que impediu o segundo tento dos visitantes.

Por sua vez o conjunto da casa não encontrava soluções para penetrar no último reduto forasteiro, e com um futebol muito curto não conseguia construir qualquer oportunidade de verdadeiro perigo. 
 

Em desvantagem no marcador, ao intervalo João Laia fez a primeira alteração, deixando nos balneários Sordo, fazendo entrar João Fazenda, numa clara tentativa de ganhar a batalha do meio campo.

Uma intenção que deu frutos, com o Benfica a mostrar melhorias, quando logo após o reatamento, e na sequência de um cruzamento de Miguel Vaz, o capitão Ricardo António obrigou o guardião do Tocha a desviar para canto.

Estava dado o aviso para o que iria acontecer, quando após um cruzamento para a área Curto carregou Fabrício à margem da lei, levando árbitro a assinalar a pena máxima, que o avançado brasileiro não desaproveitou.

Com a igualdade restabelecida o jogo iria entrar na fase mais interessante, com as duas equipas empenhadas na busca da vitória, mas com os encarnados mais perto do sucesso, quando João Fazenda de cabeça acertou no travessão da baliza de Marco.

Reduzida a dez jogadores, após a expulsão de Custódio por acumulação

de amarelos, o Tocha era agora uma equipa mais retraída.

Já com Tamssir em campo, ele que tinha rendido Thiago Faria, o Benfica crescia no jogo e estava cada vez mais ambicioso.

Contudo a vantagem numérica dos encarnados seria sol de pouca dura, quando o árbitro deu ordem de expulsão a Bruno Nogueira, com vermelho directo, a castigar uma entrada mais dura sobre um adversário.

Com os minutos a passar, o jogo estava mais aberto, havendo agora mais metros para correr. A vitória podia ter caído para qualquer lado, mas foi a cabeça de João Fazenda que mais perto de desfazer a igualdade, quando já em cima dos final da partida, o médio respondeu com um remate desviado a um cruzamento primoroso de Nuno Marques. O jogo iria mesmo terminar empatado, um resultado que feitas as contas acaba por traduzir aquilo que foi a história do jogo. 
 

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