Quercus e proTEJO consideram "positivo" despacho do Governo sobre plano de valorização

O movimento proTejo e a Quercus consideraram hoje como “facto positivo” o despacho do Ministério do Ambiente que determina a elaboração de um plano estratégico da intervenção, requalificação e valorização do rio Tejo.

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  • Publicado: 2010-03-31 17:12
  • Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O movimento proTejo e a Quercus consideraram hoje como “facto positivo” o despacho do Ministério do Ambiente que determina a elaboração de um plano estratégico da intervenção, requalificação e valorização do rio Tejo.

Em comunicado conjunto, o proTEJO - Movimento Pelo Tejo e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, afirmam que o recente despacho, assinado pela Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, “é um passo importante pelo reconhecimento da importância do rio e da sua requalificação”.

Contudo, alertam para a necessidade de “centrar o enfoque no Tejo, na qualidade e na quantidade das suas águas”.

“O leito do rio é o coração do Tejo e a principal atenção em termos de intervenção deve ser dada à garantia da sua boa saúde”, disse à agência Lusa Paulo Constantino, porta voz do PROTEJO, acrescentando que o plano “deve ser articulado com o plano de gestão da região hidrográfica e o de ordenamento do estuário do Tejo, oferecendo complementaridades e contributos para a sua gestão sustentável”.

“A requalificação e a valorização de toda a bacia do Tejo devem ser enquadradas pelo princípio de ‘dar espaço ao rio’, respeitando os conceitos hidráulicos, ecológicos e sociais, e garantindo o desenvolvimento de comunidades sustentáveis capazes de conviver com as variações do ciclo hidrológico”, afirmou o responsável.

Segundo Paulo Constantino, “não deveria ser de excluir a participação de municípios ribeirinhos com forte tradição cultural no estuário do Tejo, como Almada, Seixal, Barreiro, Loures, Moita, Montijo e Alcochete, nem daqueles que são banhados pelo Tejo Internacional, como Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Gavião, Mação, Nisa e Vila Velha de Ródão, nem mesmo de municípios banhados por afluentes do rio Tejo e integrados na sua bacia hidrográfica, a par de representantes das associações de ambiente e outros”.

“Quantos mais municípios estiverem representados na comissão, mais massa crítica existirá ao nível da ponderação, da coerência entre os diversos instrumentos de planeamento e do nível qualitativo das intervenções a efetuar em prol do rio e das suas margens”.

O proTEJO agendou para dia 9 de maio um conjunto de ações de mobilização dos cidadãos em defesa do Tejo e do património natural e cultural associado, em Nisa e Vila Velha de Ródão, “precisamente em dois dos municípios excluídos da comissão consultiva”.

Segundo adiantou Paulo Constantino, na ocasião proceder-se-á à leitura da «Carta Contra a Indiferença» “onde se evidenciará a necessidade de defender o rio Tejo da sobre exploração da água devido aos transvases da água do Tejo para o sul de Espanha, da agressão da poluição agrícola e industrial e nuclear”.

O porta voz especificou que em causa estão os riscos de contaminação e poluição do rio Tejo face à eventual extração de urânio em Nisa, à localização de cemitérios nucleares e à produção de energia nuclear na central de Almaraz.

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