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Região 29 de julho de 2026

Proença-a -Nova: Corgas apresentou programa das atividades de verão da Associação Desportiva Cultural e Recreativa

Por: Diário Digital Castelo Branco

A cerimónia de apresentação do programa de Atividades de Verão da Associação Desportiva Cultural e Recreativa das Corgas (ADCRCorgas) decorreu este domingo, 26 de julho, pelas 10h30, na sua sede, como anunciado no cartaz em divulgação e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Proença a Nova, engº João Lobo, o presidente da direção da Associação das Corgas e João Marques Valentim, fotojornalista, Luís Manuel Farinha, historiador e investigador e São Passos, personalidades convidadas que intervieram em temas alusivos ao "Portugal Democrático versus Poder Local Democrático", temas e marcas transversais da EXPOSIÇÃO e INICIATIVAS do programa apresentado.

A sessão contou com a participação de dezenas de Corguenses e pessoas de outras origens. A dimensão cultural do programa com a EXPOSIÇÃO e INICIATIVAS previstas constituiu o enfoque da mensagem de abertura, por Paulo Martins que referiu o percurso da Associação das Corgas, no período mais recente, designadamente nas iniciativas de âmbito cultural e ambiental. Destacou as diferentes intensidades das suas atividades nos 44 anos de vida da Associação, constituída numa 3ª feira, dia 16 de março de 1982.Expressou, neste contexto, uma palavra de público agradecimento e reconhecimento devido as aos sócios fundadores, 2 dos quais presentes na sessão. Aliás, como tem vindo a acontecer, nos anos recentes, com a divulgação dos nomes dos 11 fundadores, na página do Facebook da Associação.

Frisou, ainda Paulo Martins que, somente a liberdade e a democracia que vivemos, desde o 25 de abril de 1974, possibilitou a criação e o desenvolvimento das atividades da Associação, ancoradas nos valores do Associativismo que, localmente e com o apoio do Município têm sido determinantes na coesão da vida e iniciativas na aldeia das Corgas e aldeias do concelho, tal como em muitas outras do interior de Portugal.

A EXPOSIÇÃO que integra o programa, objeto de breve apresentação, por Libânio Martins, assenta numa estrutura tema e temporal em que destacou:

OS 50 ANOS DE DAS PRIMEIRAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS LIVRES (1976-2026) – Imagens do jornal de Proença-a-Nova de 1976 (Ano das 1ªs eleições autárquicas) e de 2025 (13ªs, as mais recentes), também de jornais e revistas de âmbito nacional.

Imagens de trabalhos de Júlio Pomar, artista plástico de renome nacional e internacional – a lembrar os 100 ANOS do seu nascimento (1925/2026).

Imagens de trabalhos fotográficos de Fernando Lemos - a lembrar também os 100 ANOS do seu nascimento (1926/2026).

A celebração do V CENTENÁRIO DE LUÍS DE CAMÕES – representa Luís de Camões na sua dimensão local e global.

A aldeia das Corgas nos elementos desta EXPOSIÇÃO orgulha-se de ser e acolher espaço Camoniano, nos elementos que são dados a conhecer como sejam a "Geografia Camoniana" da autoria de Mário Linhares e integra a exposição patente na Biblioteca Nacional "No rasto da vida de Luís Vaz de Camões" e "As plantas na obra poética de luís Vaz de Camões", mais 2 dezenas de quadros sobre esta temática com origem na Sociedade Broteriana e trabalhada por departamento de botânica da Universidade de Coimbra sobre a coordenação do Porf. Jorge Paiva. Estes materiais foram objeto de exposição no Centro de Ciência Viva da Floresta que, amavelmente contribuiu para, hoje, estejam em Corgas.

Um conjunto de documentos cedidos pela Estrutura de Missão para a celebração do V CENTENÁRIO de Luís de Camões vão integrar também a exposição.

As personalidades convidadas proferiram intervenções de relevo em que:

Marques Valentim, fotojornalista, apresentou o seu último livro "Portugal da ditadura à democracia" que a par das 2 centenas de fotos da sua autoria, integra a contextualização histórica do antes e depois do 25 de abril de 1974, relevando os temas da "Ruralidades", "Emigração", "Guerra colonial" e "Retornado. Notável apresentação, uma muito reduzida amostra das cerca de 150 ml fotografias do seu espólio.

Luís Manuel Farinha, historiador e investigador do Instituto de História Contemporânea da FCHS.UN, apresentou uma abordagem de elevado rigor de análise da natureza e da essência do "Poder Local Democrático Local", como situado primeiro e antes do poder central. 

As estruturas de base local, nas diversas formulações, essenciais na construção e dinâmicas da democracia e da governação local regional e nacional foram objeto de explanação, numa sistematização raramente apresentada e, por isso, merecedora da admiração de todas as pessoas participantes.

A cidadania ativa é o requisito essencial e determinante da democracia e da governação do Poder Democrático Local, tal como no Portugal Democrático que vivemos e queremos no presente e para o futuro. 

A mensagem de encerramento da cerimónia, por parte de João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, além da congratulação pela EXPOSIÇÃO e INICIATIVAS previstas, de agradecimento aos intervenientes e a todas as pessoas presentes, mereceu palavras de reflexão da experiência do exercício de funções, em órgãos autárquicos.

Com emoção e sentido de responsabilidade foi expresso que as autarquias e os seus responsáveis não são "pedintes" de qualquer poder central ou regional. São sim, porque eleitos pelos que vivem nos territórios que governam são-lhes requeridas e, justamente, respostas mais imediatas e rápidas e, para tal, os recursos, humanos, materiais e de outras naturezas, inclusive a representatividade nos órgãos nacionais, mormente na Assembleia da República merecem reformulação, onde o equilíbrio seja efetivo e daí possa decorrer mais justiça para os territórios do centro e do interior de Portugal que é de todos todos e deve ser para todos, mormente para os que mais precisam.

Alertou ainda João Lobo para os temos críticos, instáveis e imprevisíveis que vivemos, A requererem de todos uma elevada consciência de cidadania ativa.

Porque está nas mãos de cada um de nós, no momento e no tempo que queremos viver ... Tempos que nos esperam de dificuldades, mas que juntos podemos viver com as condições, melhores, desejavelmente, mas dificilmente das que hoje vivemos.

Seguiu-se partilha de lembranças, foto de família e um porto de honra.

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