Por: Diário Digital Castelo Branco
O Ecofestival Salva a Terra decorre de 25 a 28 de Junho, em Salvaterra do Extremo, concelho de Idanha-a-Nova, e as receitas revertem na sua totalidade para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS).
Este ano, o festival conta com cinco palcos (Terra, Pelourinho, Igreja, da Misericórdia e Lusco-Fusco), que vão receber diferentes sonoridades e experiências musicais, dando a conhecer artistas de países como Portugal, Espanha, Finlândia, Geórgia, Irão, Índia e Marrocos.
Além da programação musical, o Salva a Terra Ecofestival oferece ainda uma programação paralela com atividades como oficinas de música e dança ou yoga.
“Durante quatro dias, aquele que é considerado o mais ecológico dos festivais portugueses pretende criar uma consciência mais ecológica e ambiental, promovendo a distribuição dos seus lucros a favor do CERAS, sediado em Castelo Branco”, referiu a organização.
A ecologia, a sustentabilidade e o diálogo multidisciplinar e intercultural são também preocupações do Salva a Terra Ecofestival, que apresenta emmy Curl, CABRA, Orfeão de Leiria, Bia Maria, Curcumbia, Sitar Jugalbandi e dois momentos DJ, com Soundsisters Morocco e Rádio Barraka.
Este evento bienal é organizado pela Quercus, União de freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.
A associação ambientalista preparou também um conjunto de iniciativas que incluem jogos pedagógicos, oficinas familiares, caminhadas e conversas, na grande maioria dirigidas a todas as idades, como o espaço infantil “Pequenos Salvadores da Terra” e a Feirinha das Crianças.
O concerto de abertura do festival terá lugar no dia 25 de junho, às 21:00, na Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo (Palco Igreja), com Sussurros do Levante, trio que explora repertórios tradicionais ibéricos através da sanfona, viola braguesa e adufe.
De seguida, o Palco Pelourinho acolhe emmy Curl, distinguida em 2025 com o Prémio José Afonso pelo álbum “Pastoral”.
A primeira noite encerra no Palco Terra, junto à Igreja Matriz, com Bandua e Idalina Gameiro, projeto que cruza música eletrónica e tradição oral portuguesa.
Nos dias seguintes, atuam nomes como Bia Maria, Ana Pinhal, MariaSilva & Coro do Salva, Radio Barraka e o coletivo CABRA, com Efrén López, Juanfran Ballestero, Carlos Ramírez e Isabel Martín. Curcumbia aproxima ritmos latino-americanos e sonoridades festivas inspiradas na cumbia.
A edição deste ano acolhe ainda, no dia 27 de junho, o Showcase “The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH)”.
Trata-se de uma iniciativa internacional dedicada à preservação e divulgação do património cultural imaterial, reunindo sonoridades da Letónia, Estónia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia.
O encerramento do festival acontece no dia 28 de junho, às 20:30, com “Sons da Terra e da Tradição”, um espetáculo criado pelo Orfeão de Leiria em colaboração com as Adufeiras de Idanha-a-Nova, combinando património imaterial, criação contemporânea e memória coletiva através da percussão, canto tradicional e performance.
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