Por: Diário Digital Castelo Branco
Doze aldeias do concelho de Castelo Branco estão este ano abrangidas pelo Condomínio de Aldeia, programa cujo início decorre ainda durante este mês.
O projeto Condomínio de Aldeia - Programa Integrado de Apoio às Aldeias Localizadas em Territórios de Floresta tem o início previsto para este mês e no concelho de Castelo Branco vai abranger as aldeias de Rochas de Cima e Paiágua, Mourelo e Paradanta, Azenha de Cima, Pomar, Sesmo e Gatas, Aboboreira, Vale das Ovelhas, Gaviãozinho e Bugios.
Em comunicado, o Gabinete de Comunicação e Imprensa da Câmara Municipal de Castelo Branco, refere que em cada uma destas localidades será promovida uma ação de sensibilização e capacitação dirigida à população, “com o objetivo de dar a conhecer o projeto, alertar para os riscos coletivos e reforçar comportamentos preventivos e capacitação para os proprietários no sentido da manutenção futura dos projetos”.
O projeto Condomínio de Aldeia visa a transformação de áreas florestais de pinheiro-bravo em zonas agrícolas nas faixas de gestão de combustível em redor das aldeias, conforme definido no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).
Recentemente, a Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais de Castelo Branco aprovou o Plano Operacional Municipal (POM) para 2026.
O POM operacionaliza o PMDFCI, contemplando a execução de ações de vigilância, deteção, fiscalização, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio.
O programa Condomínio de Aldeia é desenvolvido pelo Gabinete Técnico Florestal e decorre em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil no âmbito da iniciativa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”.
“Esta abordagem procura reduzir o risco de incêndio, aliviar os encargos dos proprietários e promover territórios mais resilientes, biodiversos e economicamente ativos”.
A intervenção prevê o corte de pinhal e a reconversão para culturas como olival, medronhal e pomares, adequadas às características locais.
No âmbito deste modelo, é designado um oficial local de segurança, normalmente um residente com conhecimento aprofundado da comunidade que coordena com o presidente da Junta de Freguesia local.
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