Por: Diário Digital Castelo Branco
O Centro Cultural Raiano (CCR), em Idanha-a-Nova, celebra o vigésimo nono aniversário com uma homenagem à viola beiroa, que visa a preservação e valorização da identidade deste instrumento musical típico da região.
O CCR celebra o seu 29.º aniversário no dia 02 de fevereiro, consubstanciando o desígnio inicial da atribuição a Idanha-a-Nova da chancela de Cidade Criativa da UNESCO, na área da Música, que assinalou em dezembro de 2025 o 10.º aniversário e cujas comemorações se estendem ao longo de 2026.
“Com o projeto ‘A Viola Beiroa e a Beira Baixa – Tradição e Identidade da Beira Baixa’, o CCR propõe uma atualização e uma reflexão em torno de um dos mais antigos instrumentos de corda de Portugal e celebra a cultura beirã através da música, da palavra e da memória”, explica, em nota de imprensa, o município de Idanha-a-Nova.
Desenvolvido desde julho de 2025, o projeto “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa” envolveu a recolha de repertório tradicional, a elaboração de arranjos musicais e a definição de caminhos interpretativos que permitam construir um registo contemporâneo da viola beiroa, tendo o grupo Violas EnCantadas realizado três residências artísticas no CCR, incluindo a gravação de grande parte das músicas.
Para assinalar a data, realiza-se, às 20:30, o lançamento do do livro-disco “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa”, da responsabilidade do trio Violas EnCantadas, constituído por José Barros, Fernando Deghi e Ricardo Fonseca.
O livro inclui também anotações técnicas e musicológicas, entre outros, de Domingos Morais e Manuel Morais, musicólogos que estarão presentes na sua apresentação.
Pelas 21:00, é inaugurada a exposição “Requintinha”, de Ivone Ralha, que reúne a obra gráfica do livro-disco que será apresentado em concerto, às 21:30, no auditório do CCR.
Inaugurado em 1997, desde então tem desenvolvido um papel preponderante na programação cultural do território, descentralizando a oferta e produção cultural e artística e garantindo uma programação transversal e inclusiva a diferentes públicos.
Nos últimos anos, o seu papel foi alavancado pelo facto de integrar a Rede de Teatro e Cineteatros Portugueses, promovida pela Direção-Geral das Artes.
Esta iniciativa integra o projeto Rede das Cidades Criativas UNESCO do Centro de Portugal, que integra o Turismo Centro de Portugal e os seis municípios da região Centro reconhecidos como Cidades Criativas pela UNESCO: Caldas da Rainha (Artesanato e Artes Populares), Castelo Branco (Artesanato e Artes Populares), Covilhã (Design), Idanha-a-Nova (Música), Leiria (Música) e Óbidos (Literatura).
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