Licenças de casino online em Portugal crescem de 4 para 15 entre 2016 e 2020

No dia 29 de Outubro de 2020, o Casino Fundanense recebeu o debate "Empreendedorismo e novas tecnologias da cultura", naquele que foi o primeiro debate do ciclo de conversas Guarda 2027.

  • Economia
  • Publicado: 2020-11-19
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A lista de oradores incluiu um grande número de empresários e agentes culturais ligados a empresas locais e à Universidade da Beira Interior, sendo que tópicos como a arte, a tecnologia, e o futuro do ensino estiveram em destaque. Entretanto, a Sociedade de Regulação e Inspecção de Jogos (SRIJ) de Portugal emitiu aquela que foi a sua décima-quinta licença de exploração de jogos de sorte e azar online, num indício claro de que o futuro da tecnologia no nosso país deve passar pelos casinos virtuais. Em Castelo Branco, não se joga tanto através da Internet como no Norte do país. Porto e Braga destacam-se como a primeira e terceira cidade com mais jogadores de casino, sendo que Lisboa ocupa a segunda posição. No entanto, todo o país parece ter mergulhado numa indústria que gera milhões todos os anos, envolve algumas das maiores empresas do país, e conquista milhares de jogadores jovens todos os meses.

Crescimento ímpar nos últimos 4 anos

Em 2016, a SRIJ emitiu aquelas que foram as primeiras 4 licenças para a exploração dos jogos de sorte e azar online, tendo abrido o mercado português aos cada vez mais populares sites de casino e apostas desportivas. A tendência surge num contexto europeu ou mesmo mundial, já que países como o Reino Unido ou a Austrália já se tinham rendido de forma resoluta aos prazeres do jogo fácil. Mas em Portugal, as multinacionais responsáveis pela gestão deste tipo de site encontraram uma base de clientes fiel e dedicada. Os portugueses adoram jogar no casino e tentar a sua sorte nos sites de apostas desportivas, e os números da SRIJ não mentem. Em apenas 4 anos, Portugal passou de 4 para 15 casinos online licenciados e a operar de forma 100% legal, e tudo indica que o sector possa continuar a crescer nos próximos anos. Uma das poucas indústrias que não foi afectada pelo recente clima de exclusão económica excepcional, o mundo dos casinos online atrai jogadores de todas as idades, sendo particularmente popular entre jovens com mais de 24 e menos de 40 anos.
Mas o crescimento do sector pode trazer consigo alguns problemas de ordem social. Em Inglaterra, o flagelo do vício do jogo aumentou consideravelmente desde que começaram a imperar as casas de jogo virtuais. Principalmente populares entre os jovens, alguns dos quais se conseguem registar mesmo tendo menos de 18 anos, os casinos online levaram a que um pouco por todo o Reino Unido se criassem clínicas de apoio a jogadores e gabinetes de psicologia especialmente desenhados para lidar com o vício do jogo. Para além do peso sobre a saúde mental de uma percentagem dos cidadãos, a indústria do jogo também acarreta vários problemas a nível financeiro: alguns jogadores acabam por apostar mais do que podem e as perdas podem ser catastróficas. Mas será este um problema que sempre existiu, ou que surgiu com o recente advento dos casinos online?

Maior segurança equivale a um maior número de jogadores

A democratização dos casinos online pode ser directamente relacionada com o aumento do número de jogadores em Portugal. Anteriormente, os chamados jogos de sorte e azar só se encontravam disponíveis em formato físico. Quereria isto dizer que, para tentar a sorte na roleta ou na mesa de poker, um cidadão teria que se deslocar até ao casino territorial ou casa de jogo mais próxima. Com os casinos online, qualquer pessoa com mais de 18 anos pode jogar a qualquer hora. Mesmo em Castelo Branco, onde o casino português mais próximo se encontra a cerca de 2 horas de distância, qualquer jogador pode pegar no telemóvel e fazer uma aposta numa questão de segundos. Pode-se por isso deduzir que o aumento do número de jogadores em Portugal se verificou, numa primeira instância, pura e simplesmente porque o mercado se abriu a um grande número de jogadores que se encontravam anteriormente excluídos do sector do jogo, por motivos de acesso ou falta de tempo livre.
Mas no contexto de um mundo altamente digitalizado, em que as nossas vidas se fazem cada vez mais à frente de um ecrã, pode o advento dos casinos online ser de facto benéfico? Se por um lado as novas legislações de jogo, aplicadas pela supracitada SRIJ, levaram a um aumento do número de jogadores e empresas no sector, por outro lado também permitiram que os sites de casino online à nossa disposição se tornassem mais seguros do que nunca. Com o controlo da SRIJ e o enquadramento legal necessário, as empresas podem explorar de forma segura o mercado nacional sem temer imprevistos ou problemas legais. O mesmo acontece com os jogadores nacionais, que podem confiar nos sites licenciados e por isso jogar com mais tranquilidade e segurança.

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