Proença-a-Nova: Valter Hugo Mãe em conversa informal com alunos do secundário

O escritor Valter Hugo Mãe esteve a conversar, na sexta-feira passada, 24 de abril, com alunos e professores da Escola Pedro da Fonseca e com outros convidados que quiseram conhecer um pouco melhor o autor de obras como "Serei sempre o teu abrigo", "O paraíso são os outros", "O filho de mil homens", "a máquina de fazer espanhóis", "A Desumanização" ou “o remorso de baltazar serapião”, entre muitos outros.

  • Educação
  • Publicado: 2020-04-28
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Em época de pandemia, a conversa foi através da Internet, mas ainda assim muito interativa e com muitas ideias partilhadas sobre a condição humana, a coragem do elogio, um pseudónimo que abarca o mundo e uma Isaura muito especial, entre outros temas. 

Promovido pelo Município, este encontro é realizado com um escritor que irá ter, no futuro, um espaço diferenciado no concelho que lhe será dedicado. Sem avançar com muitos detalhes, o presidente da Câmara Municipal adiantou que o projeto já entrou em fase de financiamento, sendo que “dentro de alguns meses já vamos ser capazes de olhar para o espaço de outra forma”. João Lobo agradeceu a presença nesta iniciativa de um dos nossos maiores nomes da escrita e da poesia. “É para nós, de facto, um regozijo tê-lo aqui connosco e os nossos alunos poderem usufruir deste momento”. Também o presidente do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, João Paulo Cunha, destacou a aprendizagem que agora é feita à distância, através das plataformas digitais, e o esforço de adaptação de professores e alunos. “Há aprendizagens que se fazem que são diferentes do que habitualmente fazíamos e do conteúdo das disciplinas, mas são uma mais-valia”.

Com coordenação das professoras Isabel Bessa Garcia, responsável da Biblioteca Escolar, e Ana Rita Ruivo, membro da direção do Agrupamento, a conversa começou com o facto simbólico de se realizar entre dois importantes dias: o Dia Internacional do Livro e o Dia da Liberdade. “quer uma quer outra significam praticamente a mesma coisa porque onde está um livro está uma oportunidade de liberdade, está uma oportunidade de consciência e está uma oportunidade de maturação. De maneira que é muito simbólico que conversemos no 24 de abril, 46 anos depois da conquista da democracia e no fundo eu tenho para mim que o aniversário que se celebra amanhã é o aniversário mais importante do Portugal moderno porque é no 25 de abril que se alicerça toda a construção de um país”, afirmou Valter Hugo Mãe.

Respondendo a perguntas feitas pelos alunos e por outros participantes, Valter Hugo Mãe falou do momento em que recebeu o Prémio Literário José Saramago, em 2007, das suas influências enquanto escritor, do porquê de ter escolhido o pseudónimo Mãe, do futuro das bibliotecas após a pandemia, do novo acordo ortográfico e de ter começado a escrever livros para um público infantil. “Sou um homem de causas, tenho muitos incómodos com muitas das injustiças. Tento muito produzir humanidade nos meus textos”, referiu. 

A Biblioteca Municipal tem disponível dois livros no seu catálogo para empréstimo: “A máquina de fazer espanhóis” e “O Apocalipse dos trabalhadores”. 

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