Mau tempo: 400 operacionais apoiam três concelhos do Baixo Mondego

Quatrocentos operacionais estão hoje em três concelhos da região do Baixo Mondego a acudir a problemas causados pelo mau tempo, disse o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra.

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  • Publicado: 2019-12-21
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Quatrocentos operacionais estão hoje em três concelhos da região do Baixo Mondego a acudir a problemas causados pelo mau tempo, disse o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra.

Em conferência de imprensa, Carlos Luís Tavares explicou que no terreno estão corporações de bombeiros dos distritos de Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Leiria.

Colaboram ainda, com as demais autoridades, a GNR, a PSP, uma equipa de fuzileiros, a Cruz Vermelha e uma equipa da força especial de bombeiros.

Em Vila Nova de Poiares, há equipas de reserva.

Os concelhos mais afetados e que obrigam a esta intervenção são, sobretudo, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra.

A Câmara de Coimbra solicitou hoje às populações localizadas entre Bencanta e Ameal, na margem esquerda junto ao rio Mondego, uma linha reta de oito quilómetros, que preparem evacuação, na sequência do mau tempo que tem atingido Portugal.

“Informa-se que a Proteção Civil Municipal está a solicitar à população das povoações de Bencanta; Espadaneira; Pé de Cão; Casais do Campo; Carregais; Taveiro; Ribeira de Frades; Vila Pouca do Campo; e Ameal (indicativamente entre a Linha Ferroviária do Norte e o Rio Mondego) a acondicionar algum material, acautelar os seus bens e a preparar a evacuação”, refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Também a Câmara de Montemor-o-Velho declarou hoje “alerta máximo de risco de cheia” para as zonas baixas de Carapinheira, Montemor-o-Velho, Meãs do Campo, Tentúgal e Ereira, logo após a rotura de um dique no canal principal do Mondego.

Fonte da autarquia disse à agência Lusa, por volta das 16:35, que o dique do rio Mondego, junto a Formoselha, “rebentou”.

Os fortes efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos, um desaparecido e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se 9.500 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.

O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou hoje o impacto da depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

No balanço realizado às 13:00 de hoje, a Proteção Civil indicou que a situação no rio Mondego é a mais preocupante, estando a decorrer evacuações para prevenir os efeitos de eventuais cedências de diques.

O IPMA já havia alertado para os efeitos da depressão Fabien, em especial no Norte e no Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 140 km/hora nas terras altas.

Prevê-se que estes efeitos vão diminuindo e que se registe uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21:00 de hoje e as 12:00 de domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, a que se soma Vila Real, por causa de fortes rajadas de vento, que podem atingir 140 quilómetros/hora.

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