Nuno Matos com vitória cheia de significado na Baja TT do Pinhal

A Baja TT do Pinhal abriu, com pompa e circunstância, a temporada de todo-o-terreno em Portugal. Na primeira prova do campeonato, organizada pela Escuderia Castelo Branco, assistiu-se ao melhor ressurgimento que Nuno Matos poderia aspirar.

  • Desporto
  • Publicado: 2019-03-25
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A Baja TT do Pinhal abriu, com pompa e circunstância, a temporada de todo-o-terreno em Portugal. Na primeira prova do campeonato, organizada pela Escuderia Castelo Branco, assistiu-se ao melhor ressurgimento que Nuno Matos poderia aspirar. O piloto, ao volante de um carro novo, carimbou este regresso a tempo inteiro com um triunfo na geral.

Na estreia do Fiat Fullback Proto, Nuno Matos e Pedro Marcão subiram ao lugar mais alto do pódio, à frente de Alexandre e João Ré, em VW Amarok. Enquanto Tiago Reis e Valter Cardoso, em Mitsubishi Racing Lancer, terminaram no último lugar do pódio.

“É uma estreia de sonho. O balanço é de sonho. Foi uma prova fantástica para nós, de início ao fim, sem qualquer tipo de percalço. No sábado começámos muito bem com um excelente tempo no prólogo. O início do primeiro sector também foi muito bom. Estávamos todos presos por poucos segundos. Acho que a corrida começou com um ritmo fantástico. Hoje, depois da vantagem que conseguimos ontem e como beneficiámos com alguns percalços que os nossos adversários tiveram, o andamento foi diferente. Sinceramente, estou surpreendido e muito feliz. Começámos com o pé direito no campeonato, neste novo projecto. Esta prova, seja pela distância, seja pelos pisos, foi uma das mais duras que o nosso campeonato conheceu nos últimos anos”, disse Nuno Matos minutos antes de subir ao pódio para festejar.

A prova começou no dia de ontem com o prólogo. O campeão em título, João Ramos, conseguiu, apesar de ter duas costelas partidas, estabelecer o melhor tempo. O portuense esteve na frente durante algum tempo mas, no fim do primeiro sector selectivo, já era Nuno Matos que comandava. Ramos, que tinha terminado o SS1 em segundo, viria a abandonar durante a ligação com problemas mecânicos na Toyota Hilux.

Desta forma, Matos partiu para o último dia de prova na frente, com Alexandre Ré e André Amaral, segundo e terceiro, respectivamente, como principais adversários. Amaral entrou bem no SS2. Sem capacidade, porém, de ameaçar o comando de Nuno Matos, ascendeu ao segundo posto. Mas um problema na embraiagem da Ford Ranger levou a equipa a cometer um erro, a capotar, e impediu-a de sonhar com um lugar no pódio. Conseguiu, contudo, terminar em quinto.

Alexandre Ré entrou para a derradeira etapa em segundo. Contudo, alguns contratempos na Amarok impediram-no de lutar pela vitória. De qualquer forma, fechou a sua participação em segundo depois de ainda ter caído para terceiro durante SS2.

Já Tiago Reis entrou para o último dia em modo de recuperação. Depois dos problemas mecânicos da véspera, a equipa sabia que tinha de atacar. Neste sector fez o segundo tempo, logo a seguir a Nuno Matos, e no encurtado SS3 (a organização teve de diminuir a distância para 38,17 km devido a um incêndio que lavrou na região) foi o mais forte. Com esta abordagem, começou o dia em nono mas acabou em terceiro.

O vencedor, em 2018, do Desafio Mazda, Pedro Dias da Silva, teve uma prova um tanto atribulada. Agora com um Ford da categoria T1, andou sempre entre os mais rápidos, mas alguns problemas, como furos, fizeram com que terminasse mesmo às portas do pódio.

Rato e Corvo dominam as suas categorias

Em T8, João Rato impôs-se ao volante de um Bowler Wildcat. O piloto completou a Baja TT do Pinhal na sexta posição da classificação absoluta e concretizou o objectivo a que se tinha proposto, ganhar a sua categoria.

Nuno Corvo também esteve em destaque, mas entre os modelos mais parecidos com as viaturas de série. Ao volante do Nissan Pathfinder, foi o melhor dos T2.

Tiago Santos, em Land Rover Defender, venceu a Baja TT do Pinhal pontuável para a Taça de Portugal da modalidade.

Esta ronda, que abriu o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno de 2019, ficou marcada pela exigência dos troços sinuosos desenhados pela Escuderia Castelo Branco na região do Pinhal Interior. Entre Sertã, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, os concorrentes tiveram de percorrer pistas muito técnicas, como comprova a média de velocidade inferior a 60 quilómetros por hora do vencedor na geral.

A Escuderia Castelo Branco vai preparar novas provas pontuáveis para os respectivos campeonatos nacionais. A próxima é o 53º Ralicross Castelo Branco, que se realiza no fim-de-semana de 11 e 12 de maio.

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