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Região 27 de julho de 2017

Proença-a-Nova: CCVF homenageia Mariano Gago ao assinalar 10º aniversário

Por: Diario Digital Castelo Branco

O auditório do Centro de Ciência Viva da Floresta foi batizado com o nome do mentor da rede de centros de Ciência Viva, o Professor Mariano Gago, na sessão solene realizada na semana passada, que assinalou o 10º aniversário do centro.

O auditório do Centro de Ciência Viva da Floresta foi batizado com o nome do mentor da rede de centros de Ciência Viva, o Professor Mariano Gago, na sessão solene realizada na semana passada, que assinalou o 10º aniversário do centro.

Marcaram presença o coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, a presidente da Rede Ciência Viva, entidades políticas, económicas, militares e religiosas do concelho e da região, bem como a equipa do CCV da Floresta e as crianças dos Atl’s de verão, entre outras individualidades.

Criar tantos centros de ciência viva quantos fossem precisos era o desígnio do Professor Mariano Gago, para que a ciência fizesse parte de toda a sociedade. Este princípio foi “um arrojo pensar para a sociedade portuguesa aquilo que devia ser a apropriação da ciência pela sociedade” e assim “o Professor Mariano Gago ficará sempre na nossa história contemporânea, sendo nós os obreiros desta ideia brilhante: fazer evoluir a nossa sociedade com o conhecimento científico”. E, tal como acrescentou: “sejamos nós agora capazes de prosseguir aquilo que ele começou e realizou”. Declara em comunicado o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo,

Dez anos volvidos e a missão principal do CCV da Floresta tem sido cumprida. “aproximámos a comunidade científica do público em geral, acrescentámos novas valências e atraímos novos públicos, requalificámos o espaço interior e exterior, valorizámos a floresta existente com novos módulos científicos, estabelecemos novas parcerias, uma delas com a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, da qual resultou a medalha comemorativa alusiva ao 10º aniversário”, descreve no mesmo texto Edite Fernandes, diretora executiva do CCV da Floresta. É todo este trabalho que torna este centro um exemplo a nível nacional e internacional e ainda um exemplo de sucesso no interior do país.

Com mais de 130 mil visitantes é a infraestrutura mais visitada de Proença-a-Nova, “um equipamento diferenciador para o concelho e para a região”, afirma no mesmo texto o presidente da autarquia, facto que “também simboliza a inteligência de sermos capazes de perceber aquilo que é importante para o território e de os vários executivos municipais manterem essa estratégia e aposta”.

Inaugurado em 2007, o CCV da Floresta, além de promover a cultura científica e tecnológica na sociedade e paralelamente às visitas escolares e atividades para crianças, tem promovido novas apostas, que permitiram apresentar soluções aos agentes económicos regionais.

“Em 2012, criámos o laboratório de análise de mostos e vinhos, tornando-nos mais rigorosos na qualidade do vinho que fazemos”, frisa João Lobo, e não sendo uma atividade com expressão no concelho, “potenciou o seu crescimento”. O mesmo impacto se espera do laboratório de análise de solos e azeite. O Projeto Bioaromas mereceu ainda o reconhecimento por parte do autarca, uma iniciativa que resulta da parceria com o Agrupamento de Escolas e que há dez anos promove atividades no sentido de conduzir os alunos com necessidades educativas especiais para a vida pós-escolar.

A rede de Centros de Ciência Viva, que conta atualmente com 20 centros e um associado, representa uma fonte de riqueza para o país ao nível do turismo do conhecimento que tem vindo a ganhar cada vez mais peso, salientou Rosalia Vargas, presidente da rede Ciência Viva, no seu discurso, cuja credibilidade “é dada sobretudo pela relação com as instituições científicas: institutos politécnicos, universidades, e também as parcerias com as autarquias que são fundamentais”, uma herança deixada pelo professor Mariano Gago que foi o mentor desta rede e que “ainda hoje nos inspiramos nele”, acrescentou.

Comemorações prolongaram-se durante o fim de semana

As comemorações da primeira década do CCV da Floresta incluíram também a inauguração da exposição “O Ouro – da Formação do Universo à Conquista do Espaço”, elaborada em parceria pelo CCV da Floresta, o Município e o Geopark Naturtejo e estará patente até 29 de outubro. O ouro, embora não sendo um recurso económico rentável para exploração, é usado como produto turístico. A técnica ancestral de garimpar o ouro no rio é uma experiência que tem vindo a ganhar adeptos como parte integrante do roteiro turístico, em Proença-a-Nova. Os festejos do aniversário do CCV da Floresta prolongaram-se pelo fim de semana. No recém batizado Auditório Mariano Gago teve lugar, no dia 23 de julho, o espetáculo de marionetas “A Floresta”, apresentado pelo Teatro e Marionetas Mandrágora. Sempre com a atitude de inovar, o CCV da Floresta irá continuar a oferecer experiências e recursos de modo a colocar a ciência ao serviço da sociedade.

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