Por: Diario Digital Castelo Branco
O primeiro grupo de investigadores do VI Campo Arqueológico Internacional de Proença-a-Nova (CAIPN) já está no terreno e foi recebido esta semana pelo presidente da Câmara Municipal. A edição de 2017 do Campo Arqueológico incindirá no Cabeço da Anta, nas Moitas, explorado em anos anteriores, e num novo campo dedicado à Idade do Ferro, situado numa zona mais a sul do concelho, perto do Peral.
O primeiro grupo de investigadores do VI Campo Arqueológico Internacional de Proença-a-Nova (CAIPN) já está no terreno e foi recebido esta semana pelo presidente da Câmara Municipal. A edição de 2017 do Campo Arqueológico incindirá no Cabeço da Anta, nas Moitas, explorado em anos anteriores, e num novo campo dedicado à Idade do Ferro, situado numa zona mais a sul do concelho, perto do Peral.
A parceria entre o Município e a Associação de Estudos do Alto Tejo tem vindo a consolidar-se, facto que orgulha o presidente da autarquia, João Lobo, que faz um balanço positivo dos últimos seis anos, quer em termos de projeção do concelho além-fronteiras, quer ao nível da partilha de conhecimentos e também do ponto de vista turístico.
“A contínua procura de respostas para a nossa evolução e a forma de nos relacionarmos com o meio encontra eco na realização das atividades do Campo Arqueológico que já ultrapassa as nossas fronteiras, assumindo valência internacional, promovendo o conhecimento, mas também a construção de redes de cooperação. É exatamente por existir a parceria entre o Município e a Associação de Estudos do Alto Tejo, e desta resultar o aglutinar de outras instituições, que se tem firmado com sucesso esta iniciativa”, destaca em comunicado o autarca. Este ano, o Instituto Português da Juventude e do Desporto associa-se também a este Campo Arqueológico e, desta forma, trará a Proença-a-Nova 30 jovens provenientes de 18 países da Europa, Ásia e América, alargando a internacionalização deste campo.
Os objetivos dos trabalhos de investigação desta edição centram-se em dois novos sítios arqueológicos: Castelo do Chão do Trigo e Almourão. A primeira campanha de sondagens arqueológicas no sítio muralhado denominado de Castelo do Chão do Trigo, atribuível à Idade do Ferro, está integrada no projeto de investigação Mesopotamos – Povoamento do 5º ao 1º milénio a.C entre o Tejo e o Zêzere na atual Beira Baixa, e “é um povoado com uma muralha, envolvido pela ribeira do Estevês, onde no século XVIII há referência a um tesouro de moedas romanas, mas que nunca ninguém investigou. Queremos saber qual a época e a função deste local, de modo a completar o conhecimento sobre a ocupação antiga do território”, explicou João Caninas, diretor do Campo Arqueológico de Proença-a-Nova e do Projeto Mesopotamos. No final de agosto, haverá também uma campanha mais pequena no Penedo da Albarda, em Sobral Fernando, local que se pensa ter entre 10 a 11 mil anos.
Os participantes deste VI Campo Arqueológico vão ainda ter a oportunidade de participar num workshop de iniciação à indústria lítica pré-histórica, uma formação teórico-prática, cujo objetivo é identificar peças talhadas em pedra pré-históricas. Paralelamente, o programa inclui sete conferências sobre diversos temas (gestão de património municipal, métodos de datação absoluta, escrita do Sudoeste, restituição e modelação virtual dos territórios do passado, arqueobotânica, bioarqueologia e pintura rupestre esquemática) que terão lugar na sala multiusos da Casa das Associações, aberta à participação do público em geral.
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