Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, vão implementar a partir de hoje o Plano Intermunicipal para a Igualdade, documento que define uma estratégia comum para o combate à violência doméstica e de género.
Os municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, vão implementar a partir de hoje o Plano Intermunicipal para a Igualdade, documento que define uma estratégia comum para o combate à violência doméstica e de género.
Coordenado pela Coolabora - Cooperativa de Intervenção Social, este plano faz um diagnóstico do território, define eixos estratégicos de intervenção e apresenta 18 medidas de ação a implementar no terreno entre 2017 e 2018.
"É um plano que tem um horizonte temporal de quatro anos, temos expectativa de que daqui a dois anos esteja em velocidade cruzeiro e que tenhamos ganho força, resistência e competência para o reformular e para o aprofundar", afirmou, durante a cerimónia de assinatura do documento, realizada na Covilhã, a presidente da Coolabora, Graça Rojão.
A responsável realçou o facto de esta ser a primeira vez que na região se cria um plano conjunto para a igualdade e lembrou que a sua elaboração já contou com os contributos e colaboração de entidades de vários setores, desde o Ministério Público, às forças de segurança, passando pelas escolas, serviços de saúde, bem como instituições com competências em matéria de emprego e proteção social.
Segundo especificou, o plano assenta em quatro objetivos centrais, nomeadamente potenciar aquilo que já se faz no território, partilhar recursos, reforçar o conhecimento e aumentar a visibilidade das políticas locais para a igualdade.
Com os eixos estratégicos da "educação e formação", do "trabalho e o emprego", da "prevenção e combate à violência doméstica e de género" e da "participação cívica, liderança e ação política para as mulheres”, as iniciativas a desenvolver integram ações de formação e educação para técnicos, escolas, jovens, autoridades, bem como atividades relacionadas com a arte e as performances.
A atribuição de prémios para empresas, entidades ou personalidades que se distingam na promoção de políticas de igualdade e a criação de um galardão que premeie percursos notáveis e dê visibilidade à ação das mulheres na esfera pública são iniciativas igualmente previstas entre as 18 medidas.
Presente na cerimónia, a presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Teresa Fragoso, elogiou o facto de a estratégia englobar diferentes municípios e de se propor a desenvolver um trabalho comum e integrado.
"Só em conjunto poderemos fazer a mudança e a diferença", salientou, numa ideia partilhada pelos presidentes dos três municípios, que deixaram votos de que este projeto de união possa servir de exemplo para outras regiões do país.
O presidente da Câmara de Belmonte, António Dias Rocha, considerou, ainda, que este projeto demonstra que os autarcas "não se preocupam apenas com obras e estradas", estando também "despertos para as questões que dizem respeito às pessoas" e, em particular, para o drama que a violência doméstica e a desigualdade representam.
Lembrando que as autarquias têm "um papel decisivo" na promoção da igualdade, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, considerou que a criação desta "rede, forte, densa e consistente", contribuirá para alcançar o "desígnio maior" de um dia acabar com a violência doméstica.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, apontou as diferenças que ainda existem entre homens e mulheres a nível de oportunidades, remunerações e cargos de direção e destacou que "tratar da desigualdade é também tratar as questões de competitividade", como demonstram os 'rankings' dos países mais competitivos, nos quais estão mais bem representados aqueles que implementam boas práticas de igualdade.