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Região 30 de junho de 2017

Município de Proença-a-Nova e GNR dinamizam ações de sensibilização sobre incêndios florestais

Por: Diario Digital Castelo Branco

O Município de Proença-a-Nova, em parceria com a GNR, vai realizar um conjunto de ações de sensibilização, dirigidas a toda a população, com a temática da prevenção de incêndios florestais, defesa de pessoas e bens e cuidados a ter com o uso do fogo.

O Município de Proença-a-Nova, em parceria com a GNR, vai realizar um conjunto de ações de sensibilização, dirigidas a toda a população, com a temática da prevenção de incêndios florestais, defesa de pessoas e bens e cuidados a ter com o uso do fogo.

A primeira decorre já este sábado, 1 de julho, em São Pedro do Esteval (no Polo da Biblioteca), a partir das 17h00; seguem-se Proença-a-Nova (no dia 5 de julho, às 21h00, na Junta de Freguesia), Montes da Senhora (dia 9 de julho, às 11h00, no Centro Paroquial), Sobreira Formosa (9 de julho, às 15h00, na Junta de Freguesia), Alvito da Beira (9 de julho, às 17h00, na antiga sede da Junta de Freguesia), Corgas (10 de julho, às 21h00, na Associação), Atalaias (dia 11 de julho, às 21h00, na Associação) e Peral (dia 12 de julho, às 21h00, no Centro de Dia).

João Lobo, presidente da Câmara Municipal, anuncia em comunicado a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso que “é fundamental que as pessoas participem neste tipo de ações para que possam conhecer os seus direitos e deveres relativamente ao que está determinado na lei quanto a limpeza de terrenos e conselhos práticos de como agir em caso de incêndio. Os recentes acontecimentos nos concelhos vizinhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera vieram destacar uma realidade que, infelizmente, é de todos conhecida: o desordenamento da nossa floresta e a falta de uma gestão profissionalizada. Neste momento precisamos de coragem política para avançar com medidas que se traduzam no terreno”, considera João Lobo.

“Para incrementar valor e gerar riqueza para o coletivo, a gestão florestal tem que ter escala. Sendo a área média da propriedade no nosso concelho de 0,3 hectares, é imperativo fomentar áreas territoriais com dimensão para se proporcionar uma gestão efetiva do espaço florestal, profissionalizada e preventivas dos incêndios florestais. Torna-se, portanto, necessário redefinir o sentimento de posse dos terrenos, que não implica perca da sua titularidade mas que origine uma mudança de paradigma e promova a premente gestão do espaço territorial”, salienta.

O Gabinete de Proteção Civil e Florestal do Município tem desenvolvido ações de sensibilização nos últimos anos e sempre que é solicitado, como aconteceu no dia 4 de junho com a sessão realizada no Vale de Água, a pedido da associação Pinheiro Bravo. Foi igualmente distribuída com o recibo da água, junto de todos os consumidores do concelho, a informação legal de que os proprietários, arrendatários ou entidades que a qualquer título detenham terrenos confinantes a edificações são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 metros, sob pena de serem punidos com coima graduada de 140 a 5000 euros, no caso de pessoas singulares, ou de 800 a 60.000 euros no caso de pessoas coletivas. Desta forma, previne-se o risco de arderem habitações uma vez que deixa de haver matéria combustível nas proximidades.

Durante a Fase Charlie, a mais crítica do combate aos incêndios, o dispositivo em Proença-a-Nova inclui uma máquina de rastos do Município, quatro equipas em vigilância e primeira intervenção com três elementos cada (numa parceria do Município e Juntas de Freguesia) e duas equipas em silvicultura, vigilância e primeira intervenção, com 5 elementos cada, da Associação de Produtores Florestais de Proença-a-Nova. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova dispõe de uma equipa de intervenção permanente com 5 elementos, uma equipa logística de apoio ao combate aos incêndios com 2 elementos e três equipas de combate aos incêndios com 5 elementos cada.

No Centro de Meios Aéreos das Moitas encontra-se estacionado um helicóptero de ataque inicial com uma equipa da Força Especial de Bombeiros, com 5 elementos, e dois aviões de ataque ampliado. “Infelizmente sabemos que com condições atmosféricas adversas e com o ecossistema florestal conhecido, o dispositivo existente pode-se mostrar ainda assim, em algumas circunstâncias, incapaz de suster o avanço das chamas, como se viu nos recentes incêndios. Estes acontecimentos obrigam-nos a todos individualmente, mas com maior responsabilidade aos que têm competência política, a mudarmos a conceção do desenvolvimento do nosso espaço territorial e florestal, pugnando-se para que haja coragem política para se iniciar, de forma consolidada, uma verdadeira reforma da nossa floresta em homenagem àqueles que perderam as suas vidas”, afirma João Lobo.

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