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Região 2 de junho de 2017

António Costa diz na Covilhã que o Interior pode estar na linha da frente do desenvolvimento do país

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, rejeita a ideia de fatalismo associada ao interior e afirmou que estes territórios podem estar "na linha da frente do desenvolvimento do país".

O primeiro-ministro, António Costa, rejeita a ideia de fatalismo associada ao interior e afirmou que estes territórios podem estar "na linha da frente do desenvolvimento do país".

"Aquilo que vai fazer no futuro a diferença relativamente ao passado é a capacidade que tivermos de, a partir destas regiões [do Interior], sermos capazes de atrair, criar, fixar e desenvolver empresas que estejam vocacionadas para o mercado global", apontou.

António Costa falava esta sexta-feira na Covilhã, distrito de Castelo Branco, depois de ter inaugurado as novas instalações de duas fábricas - uma do setor têxtil e outra da metalomecânica e produtos de luxo - e também ter visitado algumas das empresas que estão instaladas no Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.

Exemplos de empresas que optaram por se fixar no Interior, mas que trabalham à escala mundial e com projetos ligados à inovação e conhecimento, o que para o primeiro-ministro é demonstrativo de que o desenvolvimento não está confinado aos grandes centros urbanos do litoral.

"Isto ilustra bem que não há nenhuma fatalidade para que as regiões do país que nos habituamos a chamar do Interior não sejam regiões que possam estar na linha da frente do desenvolvimento do país", acrescentou.

Depois de lembrar o investimento que os territórios em causa têm realizado em termos de conhecimento e qualificação de recursos humanos, António Costa também considerou que a capacidade de continuar a afirmar o Interior "é um desafio que o país tem de prosseguir".

"Quero por isso, senhor presidente, concluir como comecei: Muito obrigado por nos ter dado a oportunidade de poder testemunhar estes exemplos de excelência, da capacidade de atrair investimento, de fixar investimento, de desenvolver novos projetos empresariais", referiu dirigindo-se ao presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira.

Ao longo do dia, António Costa também passou por uma escola em Vila Nova da Barquinha, tendo seguido depois para o distrito de Castelo Branco. Em Proença-a-Nova visitou uma empresa ligada às novas tecnologias e em Alcains uma empresa têxtil de confeções.

Na Covilhã, além das empresas que visitou também procedeu à inauguração do Puralã-Wool Valley Hotel & Spa, que resulta de uma requalificação total do antigo Hotel Turismo da Covilhã.

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