Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, manifestou hoje preocupação com o funcionamento da empresa Centroliva e sublinhou que os níveis de emissões poluentes continuam inaceitáveis.
O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, manifestou hoje preocupação com o funcionamento da empresa Centroliva e sublinhou que os níveis de emissões poluentes continuam inaceitáveis.
"Tive uma reunião com o ministro do Ambiente e com o diretor geral de Energia, e dei nota da nossa preocupação com aquilo que é o funcionamento da empresa. Não vou dizer que não houve uma alteração, mas era suposto ter um desempenho diferente daquele que está a ocorrer", afirmou à agência Lusa o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.
Na sequência da constatação de vários incumprimentos, nomeadamente falta da monitorização das emissões e do respeito pelos valores limite de emissão, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) determinou em 10 de março o encerramento parcial da laboração da Centroliva.
Procedeu também à selagem das duas caldeiras, tendo em conta "o perigo grave" para o ambiente e para a saúde pública.
A empresa, que se dedica à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa, reiniciou a laboração no dia 05 de maio, após a CCDRC verificar que estavam salvaguardadas as emissões poluentes para a atmosfera.
Luís Pereira realça que independentemente de cumprir ou não os valores legais, a verdade é que o fumo oriundo da empresa levanta uma penumbra em Vila Velha de Ródão e põe em causa a qualidade de vida das pessoas.
"Para nós, não é de forma alguma aceitável esse funcionamento da empresa", sustenta.
O autarca sublinhou que o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, conhece a situação de muito perto e adiantou que o governante "ficou preocupado" e deixou uma nota de que irá acompanhar a situação com atenção redobrada.
À Lusa, a CCDRC explicou recentemente que a situação está a ser monitorizada pela sua fiscalização de forma assídua, constatando-se desde já melhorias significativas por mera observação do penacho das chaminés.
Disse ainda que assim que as caldeiras estejam com o seu funcionamento estabilizado, vai ser realizada uma caracterização das emissões atmosféricas das duas chaminés, para verificação do cumprimento dos valores limite de emissão.
A CCDRC adianta que, quando estiver na posse dos resultados dessa caracterização, "fará uma nova avaliação da situação e, se necessário, serão adotadas medidas com vista a evitar ou reduzir a níveis aceitáveis a poluição atmosférica originada nesta instalação".
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