Por: Diario Digital Castelo Branco
A Covilhã está desde terça-feira passada, dia 9, na rota da luta contra a discriminação através de uma instalação em que 12 km de fio ligam o New Hand Lab à ponte pedonal da Carpinteira.
A Covilhã está desde terça-feira passada, dia 9, na rota da luta contra a discriminação através de uma instalação em que 12 km de fio ligam o New Hand Lab à ponte pedonal da Carpinteira.
Esta intervenção de arte que visa consciencializar para a discriminação através da confrontação e do debate público já passou pelos Estados Unidos, Holanda, África do Sul e Lituânia, servindo de pano de fundo à audição de testemunhos gravados de pessoas que foram ou são marginalizadas e/ou discriminadas, ideia que surgiu depois de a artista testemunhar vários estigmas.
A inauguração, que teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã, passou ainda pela loja A Tentadora onde se encontra a exposição sobre o processo criativo da artista, seguindo para o local escolhido para a instalação, o New Hand Lab.
Segundo o comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco, muitos foram os que se juntaram a este evento que contou com um debate sobre o tema “Discriminação – o que ainda está por fazer?” onde estiveram presentes a artista, Marian van der Zwaan, o Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, o humorista e sociólogo Nuno Amaral Jerónimo e a fundadora da associação Moinho da Juventude, Godelieve Meersschaert.
O debate, moderado por Graça Rojão, presidente da CooLabora, abordou várias questões desde a violência doméstica, passando pelos direitos LGBT, a marginalização da etnia cigana e também a discriminação e os direitos das pessoas portadoras de deficiências e contou com várias participações do público presente.
Na sua intervenção o Presidente da Câmara, Vítor Pereira, relembrou “que esta obra é um espicaçar de consciências e de comodismos que muitas vezes existem. Todos temos a obrigação enquanto cidadãos de participar no combate à discriminação”.
Já o Secretário de Estado das Autarquias Locais recordou a constituição do atual governo que integra "uma cega, uma negra e um cigano". Para Carlos Miguel, a questão da discriminação deve ser trabalhada em conjunto, em sociedade, para que assim possa ser atenuada.
O projeto foi realizado com o contributo do Município da Covilhã, New Hand Lab, Amnistia Internacional, Formas Efémeras, loja A Tentadora e pode ser visitado até ao dia 30 de Junho.
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