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Região 29 de abril de 2017

Proença-a-Nova: Reconstrução do Arco da Moita incluiu valorização do espaço envolvente

Por: Diario Digital Castelo Branco

O Arco das Moitas já foi totalmente reconstruído e colocado num espaço que valoriza este elemento arquitetónico e a história a ele associada, tendo sido benzido pelo pároco de Proença-a-Nova no dia da procissão dos habitantes das Moitas entre a aldeia e Proença-a-Nova durante a Sexta-feira Santa, no dia 14 de abril. 

O Arco das Moitas já foi totalmente reconstruído e colocado num espaço que valoriza este elemento arquitetónico e a história a ele associada, tendo sido benzido pelo pároco de Proença-a-Nova no dia da procissão dos habitantes das Moitas entre a aldeia e Proença-a-Nova durante a Sexta-feira Santa, no dia 14 de abril.

Aquando da construção do último troço do IC8, entre o nó da EN241-1 e o Perdigão, o Arco teve de ser desmantelado por estar colocado precisamente nos terrenos do itinerário complementar. “O Município decidiu instalar o Arco e arranjo envolvente em local próximo à sua edificação original, tirando partido do restabelecimento do acesso ao Vale das Balsas e ao Aeródromo Municipal.

A reconstrução deste elemento era um anseio da população das Moitas e povos vizinhos por traduzir a crença e a fé das comunidades que ao longo de décadas conviveu com ele no espaço territorial”, considera João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova. “Esta reconstrução, além de símbolo de fé e de crença, representa hoje e no futuro um atrativo para o concelho. É, pois, mais um elemento identitário que importa valorizar”.

De acordo com Assunção Vilhena, autora do livro “Gentes da Beira Baixa – Aspetos Etnográficos do Concelho de Proença-a-Nova”, o arco de pedra negra foi edificado originalmente na estrada que ligava Proença-a-Nova a Castelo Branco, no meio da bifurcação com o ramal que conduz a Vale das Balsas. “O que se passa, segundo me informaram, é que, quando foi construído, a estrada era muito estreita; as colunas de suporte assentavam nas bermas e era por baixo dele que passavam todas as viaturas que eram bem mais estreitas e em menor número que hoje”. Com o aumento do tráfego, houve necessidade de alargar a estrada e o ramal, tendo o arco mudado de sítio.

A autora refere que o arco foi poupado à destruição por ter umas Alminhas e recupera a lenda do Arco da Moita: “conta-se que um garoto do Espinho há “muitos anos” - não referem data - ia à escola a Proença e descia o Vale Fagundes que, naquele tempo, era muito temido por causa dos «medos». Como era muito longe, o garoto passava ali de madrugada e, no regresso, já noite cerrada. A maior parte dos dias passava lá a chorar e queria desistir de ir à escola. Uma noite, porém, apareceu-lhe uma senhora vestida de branco que o aconselhou a ter coragem e a ser persistente no estudo, porque um dia havia de ser um padre muito virtuoso. Daí para diante, o garoto não voltou a ter medo, não desistiu de ir à escola e prometeu que, se viesse mesmo a ser padre, havia de ali mandar construir um arco para perpetuar aquela aparição”.

 

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