Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara Municipal do Fundão está "frontalmente contra" o eventual encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na freguesia de Silvares, iniciativa que classifica como uma medida penalizadora e injusta para a população.
A Câmara Municipal do Fundão está "frontalmente contra" o eventual encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na freguesia de Silvares, iniciativa que classifica como uma medida penalizadora e injusta para a população.
"Como resulta de uma posição tomada por unanimidade no executivo, obviamente que estamos frontalmente contra essa possibilidade que, a verificar-se, vai contra todos os princípios de coesão territorial e é particularmente injusta e penalizadora", disse, em declarações à agência Lusa, Paulo Fernandes, presidente deste município do distrito de Castelo Branco.
O balcão da CGD em Silvares surgiu na lista que foi entregue no Parlamento no dia 30 de março, mas a autarquia do Fundão espera que a decisão ainda possa ser revertida e já apresentou vários argumentos à administração da CGD, numa reunião realizada na segunda-feira.
Um encontro que foi solicitado pelo Fundão, uma vez que, disse, a CGD não estabeleceu qualquer contacto formal com as entidades locais, antes de a lista ser divulgada e durante o qual foi confirmada a intenção de encerramento.
"Infelizmente, confirmaram essa pretensão, mas também mostraram alguma sensibilidade no sentido de procurar uma saída, sendo que a única solução que queremos é que o balcão se mantenha em funcionamento e é por isso que nos bateremos intransigentemente", referiu Paulo Fernandes.
Segundo adiantou, para já ficou de ser agendada uma reunião com o responsável da CGD pela zona Centro com o objetivo de reanalisar a questão.
Entre os aspetos que o autarca espera que possam ser tidos em linha de conta está o facto de esta agência dar resposta a uma população envelhecida, que não está familiarizada com as novas tecnologias e que privilegia o contacto direto.
A relação que este serviço garante para a comunidade emigrante portuguesa é outro dos aspetos vincados, até porque estas pessoas continuam a ter na CGD um dos seus principais prestadores de serviços bancários em território nacional.
"Portanto, não estamos a falar de uma agência que se restringe a uma localidade e a algumas pessoas. Estamos a falar de um serviço que é público e que é fundamental para muitos, nomeadamente para pessoas que estando fora continuam a depositar as suas economias em Portugal e que recorrem exatamente à CGD para o fazer", acrescentou.
Aos argumentos junta-se ainda a abrangência "inter-regional" deste serviço, que além da freguesia de Silvares, também abrange outras localidades adjacentes do próprio concelho, bem como dos concelhos da Covilhã e até da Pampilhosa da Serra e de Oleiros.
Zonas, comunidades e populações que também poderão estar representadas nas ações de sensibilização e protesto que possam vir a ser seguidas. Para sábado, às 18:00, em Silvares, está marcada uma reunião aberta à população, na qual deverão ser definidas as estratégias de luta.
Além disso, este encerramento também foi já contestado publicamente por outras entidades locais e pelas diferentes forças partidárias.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet