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Região 3 de abril de 2017

PS, PSD e Associação Comercial do Fundão contra fecho da CGD em Silvares

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O PS, o PSD e a Associação Comercial do Fundão estão contra o eventual encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósito (CGD) de Silvares.

O PS, o PSD e a Associação Comercial do Fundão estão contra o eventual encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósito (CGD) de Silvares.

Lembrando que aquele balcão dá resposta não só aos residentes de Silvares como também às freguesias vizinhas, nomeadamente dos concelhos da Covilhã e até da Pampilhosa da Serra, a Concelhia do PS Fundão salienta que em caso de encerramento a população teria em muitas situações de percorrer mais de 30 quilómetros para ter acesso aos serviços.

O PS refere as "dificuldades sérias" que o encerramento provocaria no quotidiano dos atuais clientes daquela agência e rejeita que a substituição do serviço por uma caixa multibanco ou o recurso aos serviços ‘online’ sejam solução, principalmente tendo em conta a idade, o nível de escolaridade das populações, bem como o facto de estas estarem pouco familiarizadas com as novas tecnologias.

Argumentos que são reiterados pelos deputados socialistas eleitos por Castelo Branco, que já entregaram na Assembleia da República questões dirigidas ao Governo.

Hortense Martins e Eurico Brilhante Dias apontam a "grande inquietação" que o eventual encerramento está a suscitar e sublinham que as populações consideram "o serviço público prestado pela CGD um elo fundamental para o acesso às suas pensões, às transferências de familiares que residem não só no litoral do país como também no estrangeiro, assim como para pagamento dos mais diferentes serviços".

Segundo defendem, o plano de reestruturação da CGD tem de ter em conta "as necessidades concretas da população", pelo que solicitaram informações ao Governo sobre se tem conhecimento da intenção da CGD em encerrar o balcão, se conhece os critérios que fundamentem a decisão e se foi feita alguma avaliação, sobre se foram acautelados os postos de trabalho e direitos dos colaboradores desta agência e ainda sobre as medidas têm vindo a ser tomadas no sentido de garantir que as populações de todo o país, e em particular do Interior, manterão um elevado nível de serviço da entidade bancária pública.

Explicações que também são pedidas pelo PSD do Fundão que, em comunicado, considera que tal encerramento "revela um profundo desprezo pela população".

Os sociais-democratas classificam como "inaceitável" que a informação sobre o processo esteja apenas a ser disponibilizada pela comunicação social e referem que os factos sugerem que "timing" político e a proximidade com as eleições autárquicas estão a ter influência neste processo.

"Dos dez balcões que foram poupados ao encerramento, oito são da maioria parlamentar que apoia o Governo: sete do PS e um do PCP", fundamentam, comparando a lista inicialmente divulgada pela imprensa e a que foi apresentada no Parlamento na quinta-feira.

Desta forma, o PSD do Fundão deixa publicamente algumas questões, designadamente se o balcão de Silvares é ou não economicamente sustentável, quais os critérios usados e ainda porque é que a direção da Caixa decide encerrar balcões no Interior, mas retirou da lista o balcão da Assembleia da República.

A coerência desta decisão face "à tão apregoada Missão para o Interior" é igualmente questionada pelos sociais-democratas fundanenses.

"O PSD do Fundão espera que a CGD e o Governo revertam este processo, caso contrário estaríamos perante um profundo e lamentável desprezo pela população de Silvares e por toda a região", frisam, acrescentando que, "caso se mantenha o silêncio e a inação do Governo, fica claro que a estratégia governamental de valorização do Interior não passa de uma mão-cheia de boas intenções sem significado real para as pessoas".

Além dos partidos políticos, a Associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão também já manifestou oposição ao encerramento deste balcão, tendo dirigido uma carta ao conselho de administração da CGD.

"Se o encerramento de balcões é uma condição para a recuperação económico-financeira da CGD, é no mínimo irónico e altamente injusto que estes encerramentos recaiam discriminadamente sobre balcões que em nada contribuíram para as depauperadas finanças do banco público. Não podem as empresas e particulares que operam e residem em territórios do Interior e que, insisto, em nada contribuíram para os desmandos operados na CGD, sofrer os efeitos de uma eventual gestão ruinosa", diz a ACICF.

 

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