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Região 27 de março de 2017

JSD da Zona do Pinhal juntou-se em Proença-a-Nova para debater a Floresta

Por: Diario Digital Castelo Branco

As estruturas concelhias da JSD de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, juntaram-se para debater, com a sociedade civil, as soluções que possam colmatar essas mesmas diferenças e assim nasceu o evento “Jornadas do Pinhal”.

As estruturas concelhias da JSD de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, juntaram-se para debater, com a sociedade civil, as soluções que possam colmatar essas mesmas diferenças e assim nasceu o evento “Jornadas do Pinhal”.

No passado dia 18 de março, e em antecipação ao Dia da Floresta, ocorreu no Centro de Ciência Viva, em Proença-a-Nova a primeira edição destas jornadas subordinada ao tema “Floresta – Que Futuro?”. Refere a JSD local em comunicado.

A sessão de trabalho foi dividida em dois painéis, sendo o primeiro subordinado à gestão, ordenamento e prevenção florestal e teve como oradores António Louro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mação e José Bernardino, técnico florestal, tendo o debate sido moderado por Daniel Luís, Presidente da JSD da Sertã.

O segundo painel da tarde foi dedicado à valorização florestal e o papel dos municípios, cujo moderador foi Celestino Morais de Almeida, Diretor da Escola Agrária de Castelo Branco e que contou como Daniel Farinha, Técnico da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, Paulo Luís, Diretor do Departamento de Administração e Finanças da Câmara Municipal da Sertã e Carlos Nunes, Deputado à Assembleia Municipal de Vila de Rei.

A sessão de abertura ficou a cargo de Daniela José, Presidente da JSD Proença-a-Nova e do Presidente do Município Proencense, João Lobo. Já o encerramento ficou a cargo do Deputado Álvaro Batista, eleito pelo Distrito de Castelo Branco.

Ao longo do evento, que contou com umas dezenas de participantes, foram abordados os principais problemas que a floresta enfrenta. António Louro, na sua intervenção, fez uma caracterização da evolução da floresta referindo que grande parte do espaço que hoje é ocupada por árvores foi, outrora, espaço agrícola, sendo que o abandono desta atividade levou a uma expansão desorganizada do espaço florestal, o que associado à diminuição da rentabilidade da exploração florestal levou ao êxodo rural e consequentemente ao abandono das terras. Falou ainda sobre as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF’s) e as suas potencialidades alertando ainda que não é por causa da existência de cadastro que vai deixar de haver incêndios.

Ainda no mesmo painel, José Bernardino começou a sua intervenção com uma pequena provocação à plateia dizendo que “As árvores não votam! E onde há árvores, não há pessoas.” Ao longo da sua intervenção falou dos maiores perigos para a floresta, nomeadamente do nemátodo do pinheiro e outros problemas relacionados com as invasoras lenhosas. Referiu ainda que as reformas devem ser equacionadas por pessoas e devem ser feitas para as pessoas, valorizando o papel dos técnicos florestais. Alertou ainda que não se pode esperar que o Estado resolva todos os problemas.

No que diz respeito ao segundo painel, Daniel Farinha fez uma apresentação sobre o plano de ação que o Município de Proença-a-Nova tem implementado para defesa florestal, enquanto que Paulo Luís falou sobre a importância da certificação florestal e dos seus produtos e a maneira como o Município da Sertã tem feito o seu trabalho de forma a valorizar a floresta. Por fim, Carlos Nunes referiu o modo como os Municípios devem atuar para valorizar a floresta, devendo para isso assumirem-se como um facilitador, parceiro e condicionador.

 A JSD de Proença-a-Nova refere em comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco que “para a organização destas jornadas, o evento foi um sucesso, sendo um excelente pontapé de saída para a continuação da discussão do tema não só nos Municípios de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei como também em todo o distrito. Não tendo intenção de deixar morrer o tema, pois isto é muito mais que fazer apenas política é pensar no futuro”. 

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