Por: Diario Digital Castelo Branco
12% dos trabalhadores da Valnor fizeram greve, esta segunda-feira, uma ação que teve como intuito protestar contra algumas condições de trabalho.
12% dos trabalhadores da Valnor fizeram greve, esta segunda-feira, uma ação que teve como intuito protestar contra algumas condições de trabalho.
Em comunicado enviado à nossa redação, a empresa intermunicipal responsável pela recolha, triagem, valorização e tratamento de resíduos sólidos do concelho, da qual o autarca albicastrense, Luís Correia é administrador, refere que mantém uma política de diálogo com o sindicato, ouvindo “as suas reivindicações e procurando, na medida do possível, dar resposta aos problemas identificados, dando sempre a conhecer os racionais de decisão associados a cada uma das medidas tomadas”.
“Não obstante, este pré-aviso e o contexto de incerteza ainda associado à entrada em vigor do novo modelo regulatório, a Valnor continuará a envidar todos os esforços no sentido de procurar melhorar as condições de trabalho e de remuneração de todos os seus Trabalhadores”, acrescenta a Valnor.
De acordo com esta empresa, que é responsável pela gestão, valorização e tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos em Castelo Branco, os recursos humanos são uma preocupação prioritária. Posto isto, no último ano, promoveu uma avaliação da situação encontrada após o processo de privatização. Uma avaliação que “tornou evidente um conjunto de situações que careciam de resolução premente, como tal identificadas por todas as partes interessadas, que a Valnor se propôs desde logo enfrentar”.
Assim, foram implementadas um conjunto de medidas que, “apesar de implicarem impactos financeiros relevantes, foram entendidas como essenciais e urgentes para a valorização dos Trabalhadores”. Dentro destas medidas encontram-se a eliminação de cortes salariais, reposição integral das remunerações de todos os trabalhadores, a manutenção das condições de seguro de saúde e alargamento desse benefício a todos os trabalhadores. Esta última medida implicou um aumento de 11% no custo associado.
“O processo de avaliação da situação permitiu ainda concluir pela necessidade de desenvolvimento adicional de ferramentas básicas, essenciais para a prossecução de qualquer política de recursos humanos, tais como um modelo de avaliação de desempenho e uma estratégia de formação, que permitam desenvolver as competências de todos os Trabalhadores, estando em curso a sua implementação”, lê-se.
Além disso, e sendo este um ano de transição relativamente à entrada em vigor do novo modelo regulatório, a Valnor integrou, nas contas reguladas que submeteu à Entidade Reguladora no final do mês de setembro, custos incrementais destinados a assegurar o desenvolvimento de um conjunto de políticas que valorizem os recursos humanos e correspondam ao desempenho evidenciado pelos Trabalhadores, traduzido nos resultados da Empresa.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet